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Equipe Diocese São Luíz


Pe. Benedito Correia de Lima




Ordena??o Diaconal: 1991-07-14
Ordena??o Sacerdotal: 1992-01-18
E-Mail: catedral@diocesedecaceres.com.br
Idade:71anos
Endereço: Praça Barão do Rio Branco S/N - Cáceres/MT - 78.200-000
Telefone: (65) 3223-4443
Paróquia: Paróquia São Luiz de Cáceres





BIOGRAFIA



Caros amigos, a humanidade sempre necessitou de pessoas capazes de ouvir o chamado de Deus e se colocar a serviço do mesmo. Desde os primeiros momentos da formação do povo de Deus tivemos, ao longo da história da salvação, vários personagens que chegaram a dialogar com Deus se desculpando para não assumir! Outros, desde o início, deram seu sim e permaneceram  fiéis a vida toda, sobretudo, nos momentos mais difíceis, chegando até ao martírio pela causa do Reino de Deus.



No Antigo Testamento temos vários exemplos: os patriarcas, profetas, reis e tantos outros que derramaram o seu sangue pelo bem de todos. No Novo Testamento temos: João Batista, o próprio Jesus Cristo que renunciou a si mesmo, veio ao mundo para fazer a vontade do Pai que era salvar toda a humanidade. Mas esta não entendeu e na sua desobediência condena Jesus à morte e morte de Cruz. Ele não hesitou em abraçar a cruz até a morte pela salvação de todos a nós. Os Apóstolos seguem e exemplo do Mestre, obedecem sua ordem de “ir pelo mundo inteiro anunciando o Evangelho da Vida” a todas as pessoas e batizandoas em nome da Santíssima Trindade e ensinando a observar todos os mandamentos da lei de Deus. 



Quando lemos a vida dos santos, encontramos vários mártires que deram suas vidas pela fé, e continuam, ainda hoje, em diversas partes do mundo homens e mulheres corajosos, renunciando a si mesmos e tomando a cruz dos compromissos diários, que às vezes os levam a derramar seu sangue gota a gota, dia a dia até a morte pela causa da implantação do Reino definitivo em nossos dias, numa sociedade que em parte escolheu viver sem Deus. Por isso, decidem eliminar os evangelizadores da atualidade, pois, eles incomodam a quem quer viver a ateísmo prático. Quantos agentes de pastoral têm tombado na luta pela justiça e pela paz. São milhares de pessoas: padres, freiras, leigos e tantas lideranças já derramaram seu sangue, sobretudo, nos conflitos de terras e por um mundo melhor para todos.



Amigos, quero agora falar de um personagem que chamamos de Presbítero ou Padre. Quem é este homem? É uma pessoa normal, que nasceu numa família como as outras crianças, que viveu sua infância, adolescência e o início da sua juventude na família de origem junto aos pais e aos irmãos quando os têm. Num determinado momento sentiu no coração um chamado de Deus para uma renúncia das coisas do mundo, de uma família própria - esposa e filhos - de bens materiais em seu próprio nome para estar mais disponível e servir à Igreja onde ela precisar do seu serviço. Ele é chamado a uma entrega total consagrando-se a Deus no serviço aos seus irmãos.



Os padres são chamados por Jesus a estarem mais unidos com Ele, sempre mais unidos entre si e com próprios bispos pelo vínculo precioso da fraternidade sacramental, buscando diariamente uma vida de santidade, na oração da liturgia das horas, nas celebrações da Eucaristia, na escuta diária da Palavra de Deus, na vivência dos sacramentos da confissão e da Eucaristia e fugindo das ocasiões de pecado. Enfim, são chamados a atenderem às necessidades dos fiéis naquilo que é próprio do seu ministério sacerdotal.



O presbítero (padre) encontra o modelo e fonte do seu ministério sacerdotal, no Coração de Jesus, fonte da misericórdia Divina, que quer que todos os padres estejam unidos a Ele, para participar dos seus anseios. Somente à luz desta amizade poderá compreender seu chamado e atingir motivação e força na missão a ele confiada. Desta profunda Comunhão e da presença viva do Espírito é que o presbítero espera as instruções melhores e o entusiasmo necessário pela nova Evangelização.



O Presbítero é chamado a viver a santidade de vida como modelo para os fiéis. O ministério presbiteral apresenta setores específicos que exige uma fé profunda de cada presbítero no exercício do seu ministério. Ele é chamado a transmitir a Palavra de Deus ao seu pequeno rebanho e também para aqueles muitos que não fazem parte de seu redil. Quando um presbítero é ordenado Diácono recebe do Sr. Bispo o Evangelho de Cristo, sendo constituído mensageiro e deve transformar em vida o que lê, ensinar o que crê e realizar o que ensina. O Presbítero é o homem dos gestos sacramentais, destacamos entre eles a Celebração da Eucaristia, o sacramento da Confissão; esses momentos exigem do presbítero uma fé profunda. Ele é o primeiro chamado a acreditar naquilo que celebra e a viver o encontro pessoal com Cristo, que é Pão da Vida e Mediador do Perdão do Pai. Os fiéis na sua simplicidade de fé, tem a necessidade de ver em cada Presbítero o belo exemplo de uma fé profunda que os ajudem a vencer os perigos do cansaço, do desânimo e a tentação do funcionalismo.



O serviço pastoral de um presbítero dá frutos na medida em que ele se identifica com Cristo o Bom Pastor. Ele é um representante e instrumento para cuidar do rebanho de Deus, com toda disponibilidade, por uma livre doação para ajudar a todos com seu exemplo de profunda comunhão de fé com Jesus Cristo nosso Senhor. Só assim conseguirá vencer todas as dificuldades, que surgem a cada instante e conseguirá perceber, à luz do Espírito Santo, o bem que Deus semeia no coração das pessoas e as levam a viver a justiça, paz e alegria no Espírito Santo. O Presbítero é ungido para ser um servidor do povo fiel a Deus, para partilhar da vida do povo nas suas angústias e esperanças. Ele é chamado a sair de si mesmo e lançar as redes nas águas mais profundas, com total confiança em Jesus Cristo e se tornar um pescador de almas para Cristo.



A Diocese de Cáceres


Amigos, olhemos com carinho para a nossa Diocese de São Luiz de Cáceres, fundada em um mil novecentos e dez (1910) com um território imenso, com mil dificuldades, desde as estradas, recursos humanos, recursos financeiros para manter todos os trabalhados de Evangelização. Foram tantas que, o primeiro Bispo nem chegou a tomar posse. Somente depois de alguns anos, Dom Antonio Maria Galibert assume o pastoreio desse pequeno rebanho espalhado em apenas quatro pontos: Poconé, Livramento, Vila Bela da Santíssima Trindade e Vila Maria atual Cáceres, sede da Diocese; hoje chamada de Diocese de São Luiz de Cáceres, às margens do Rio Paraguai. Dom Galibert com pouquíssimos missionários da Terceira Ordem Regular (TOR), vindos da França para evangelizar esta terra de missão, doaram suas vidas, ora de barco, ora a cavalo, ora a pé, eram as famosas desobrigas, cultivando a fé daquelas pessoas humildes nativas e de tantos e tantos migrantes que chegaram de todas as partes do Brasil e dos países vizinhos mais próximos como a Bolívia, Paraguai e etc.



Dom Galibert exerceu sua missão junto aos seus co-irmãos aproximadamente por quarenta anos. Cansado de tanto sacrifício e com a saúde abalada, volta a sua terra natal onde mais tarde veio a falecer. Foi sucedido por Dom Maximo Biennès, também francês, que durante mais de trinta e seis anos viu o crescimento de toda a região, com as colonizações em massa dando origem aos chamados patrimônios ou vilas, depois criação dos distritos e mais tarde os municípios assim como temos hoje. Com este fluxo de migrantes vindo todas as regiões brasileiras e países vizinhos, aumentou a necessidade de mais padres, freiras e muitos agentes de pastoral para servir em todas as frentes de trabalho pastoral. Foi então, um momento muito importante para toda a Diocese, começam a surgir as primeiras comunidades, nos pequenos barracos de folhas de coqueiros, babaçu e outros da região. Nascem quase todas com a reza do terço nas famílias, que traziam suas tradições de onde vinham e em seguida chamaram os freis da TOR para celebrarem a Santa Missa, assim foram se multiplicando onde se formavam os povoados.



Dom Maximo inicia a formação das primeiras lideranças leigas. Com a chegada de outros padres que vieram de diversos países da Europa em maior número missionários Italianos, alguns diocesanos que se encardinaram na Diocese; outros por determinados anos serviram a Diocese com uma doação total de suas vidas ao povo sofrido de nossa região. Em 1972 , Dom Maximo forma os primeiros dirigentes de Culto Dominical em todas as comunidades existentes naquela época. Essa iniciativa de D. Maximo revolucionou a Igreja diocesana de Cáceres. Em 1974 tive a graça de participar da Assembleia Diocesana de Pastoral, que na época contava apenas com onze padres e alguns leigos representantes das paróquias que existiam até então e colaborando nas diversas atividades pastorais. Na época os migrantes trouxeram suas tradições como: Apostolado da Oração, Congregações Marianas, Liguistas (irmandade de Jesus, Maria e Jose) e Vicentinos. Mais tarde com as leigas: Marta e Eliane no setor pastoral Rio Branco, surge o movimento da Boa Nova trazido da Diocese de Caratinga – Minas Gerais, fundado por João Rezende e Alípio. Este movimento de evangelização deu um salto de qualidade às paróquias que o assumiram.



Em 1981, com a chegada do Pe. Armando Cavallo, nasce o seminário menor da paróquia N. Sra do Pilar em Jauru, no centro comunitário ainda em construção, onde já havia uma experiência de acompanhamento vocacional, feita pelo Pe. Nazareno Lanciotti, missionário italiano, desde 1978. Dois seminaristas ali começaram: um com vinte nove anos e outro com dezenove anos. O primeiro, Benedito Correia de Lima e o segundo, Antonio Cardoso Primo, ambos filhos de lavradores – famílias humildes vindas do interior de São Paulo em busca de melhores condições de vida. Em março de 1981, com a chegada de mais doze jovens das diversas paróquias da Diocese, formou-se assim o seminário Sagrada Família em Jauru – MT.



Destes jovens chegaram ao sacerdócio apenas quatro: Pe. José Maria Basílio, Pe. José da Silva Filho, Pe. Jurandir e Pe. Benedito. Este seminário, ao longo de quinze anos, orientou doze padres para a Igreja, destes um já in memoriam  Pe. Mauricio Savassa, e o Pe. Virgulino que deixou o ministério. Os outros estão na ativa na Diocese ou outras localidades do Brasil. Dom Maximo, por motivo de saúde, renuncia, torna-se Bispo Emérito, sendo sucedido por Dom Paulo Antonio de Conto, Bispo Diocesano vindo de Santa Cruz do Sul no Rio Grande do Sul, que por sete anos assumiu os trabalhos pastorais e toda a organização econômica e administrativa da diocese. Construiu a Cúria Diocesana, construiu o Seminário Bom Pastor no Jardim Padre Paulo em Cáceres. A partir daí transferiu-se os seminaristas para o novo seminário, fechando o de Jauru, assim como está hoje. Tendo sido nomeado o 1º Bispo da nova Diocese de Criciúma em Santa Catarina, em 1998 sucede-lhe Dom José Vieira de Lima, da TOR, desta vez um filho da terra, nascido em Poconé – MT.



Por dez anos exerceu seu múnus episcopal a serviço do povo de Deus em Cáceres, criando assim uma unidade entre paróquias e o clero.  Com seu jeito simples, Dom José Vieira de Lima nos ajudou a compreender que o Reino não é somente nosso, mas também de Deus. Nós somos colaboradores na obra do Senhor. Com esse trabalho houve maior harmonia em toda a Diocese. Apoiado pelo Clero e com a assessoria do Pe. Antenor Petinni construiu no bairro Cristo Rei em Várzea Grande o Seminário Maior São José, onde se formam nossos sacerdotes. Eles estudam no Sedac, nossa faculdade de Filosofia e Teologia.



Oriundos deste seminário  temos vários padres trabalhando em diversas paróquias e outros compromissos de assessoria. Hoje temos dezesseis seminaristas, alguns concluindo seus estudos e outros na Filosofia. Em 2008, Dom José torna-se Bispo Emérito, sendo sucedido por Dom Antonio Emídio Vilar, SDB, desta vez um “filho de Dom Bosco”, que caminha à frente do rebanho que o Senhor da Messe lhe confiou até nossos dias, cuidando de todos com o carinho do Bom Pastor. Procura sempre cuidar da família Presbiteral, num desejo que todos sintam-se felizes e entusiasmados para a missão de pescadores de almas para Deus. Teve a graça de celebrar o Centenário da Diocese com todos os fiéis que se fazem presentes nas pastorais e movimentos que servem à Igreja. Também se preocupa com a Formação dos futuros padres e o bem estar dos que estão atuando na missão.  Por último, se preocupa com a formação de novas lideranças qualificadas em todas as paróquias e comunidades de toda a Diocese.



Data da Ordenação Presbiterial


Meus amigos, fui ordenado Diácono em Jauru, dia quatorze de julho de mil novecentos e noventa e um, por Dom Maximo Biennés (in memoriam) e a ordenação presbiteral realizou-se também em Jauru, por Dom Paulo Antonio de Conto. Fui nomeado assistente junto aos seminaristas e Vigário Paroquial da Paróquia Nossa Senhora do Pilar, também em Jauru – MT. Nestas funções prestei serviços até o dia onze de janeiro de mil novecentos e noventa e sete, quando fui transferido para a paróquia São José de Figueirópolis D'Oeste e permanecendo vigário em Jauru ate à morte do Pe. Nazareno Lanciotte, que fui novamente transferindo de volta para Jauru, como Pároco onde permaneci até o dia vinte e nove de janeiro de dois mil e dez, quando fui designado orientador espiritual no seminário Maior São José em Várzea Grande. Ali permaneci por sete meses, sendo transferido para a Paróquia Santa Cruz em Barra do Bugres – MT em dez de outubro de dois mil e dez, onde estou servindo por dois anos e nove meses.



Ultimamente fui convidado para um novo desafio no seminário Menor Bom Pastor em Cáceres – MT. Entrego a paróquia com a consciência do dever cumprido,  apesar de todas as dificuldades da região e próprias do nosso tempo. Aqui me identifiquei com os paroquianos, sobretudo os mais necessitados e assumi com pequenos grupos a Economia Solidária, buscando recursos com a Cáritas Diocesana para o povo indígena Umutina, os fundos Rotativos Solidários para as mulheres na antiga casa das irmãs de Vedruna em Barra do Bugres - MT e com comunidades de baixa renda. Também me dediquei, na medida do possível, à formação dos conselhos, ministros e lideranças nas comunidades com a colaboração dos meus irmãos sacerdotes: Pe. José e Pe. Hilário e agora com o Diácono Luciano.



Conclusão


Meus amigos, eis o novo desafio que me é proposto pela Igreja na pessoa do Bispo Diocesano, ir para o Seminário Menor Bom Pastor, no qual, nesse exato momento, se encontram apenas dois jovens vocacionados. Mas confio no Senhor da Messe, que, se os paroquianos junto aos seus párocos assumirem, com fidelidade, o compromisso de motivar nossos adolescentes e jovens ao ministério sacerdotal, com um testemunho cristão autêntico dos leigos e também de nossos padres teremos muitos jovens que se sentirão motivados a doarem suas vidas para o Reino de Deus.



Cabe a todos nós assumirmos nossa fé com autenticidade, nossa vida de Fé no Evangelho da Vida. Cabe a mim estar a serviço dos novos vocacionados, sendo uma presença de irmão mais velho, ouvindo e apoiando os irmãos mais novos. Eis novamente a Cruz do compromisso diário, pois, terei que renunciar sempre a mim mesmo para acolher e me esforçar de compreender todos os vocacionados, mostrando-lhes o sacerdócio ministerial. Confiarei sempre na Providência Divina e na proteção da Santíssima Maria e Mãe da Igreja. Que o Espírito Santo que gerou Jesus no ventre de Maria, fortaleça e anime sempre a mim, aos vocacionados e a toda Igreja peregrina neste mundo.