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Equipe Diocese São Luíz


Frei Manuel José Farias Lopes, TOR




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Idade:2019anos
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BIOGRAFIA



Desde quando me entendi como parte integrante da Igreja de Jesus Cristo, sempre observei pessoas com características diferentes. Cada qual com sinais exteriores ou atitudes vindas do coração. Sacerdotes, religiosos (as), todos serviam a Jesus. Talvez eu não tivesse ainda consciência de que isso se chamava vocação. Os gestos e atitudes falavam de algo que tocava o meu coração e com o passar do tempo sentia também o desejo de seguir essa vida.



Num primeiro momento não tinha a dimensão do tamanho da responsabilidade e do significado dessa vida, só quando comecei a trilhar esse caminho eu percebi que não seria tão fácil.



No contexto de discernimento vocacional partilhei do sofrimento e da dor de pessoas próximas e isto me levou a conhecer a passagem da Carta do Apóstolo São Paulo aos filipenses, 4,13: ”Tudo posso naquele que me fortalece”. Venho experimentando essa palavra ao longo de minha vida.



Os apegos do mundo: família, amigos, bens materiais, vantagens, promessas de vida cômoda, etc, são as pedras no caminho, antes de chegar ao campo onde se encontra o tesouro escondido, do qual Jesus falou no seu Evangelho, segundo São Mateus 13,44. Existe o campo, o tesouro, mas não se consegue enxergar com nitidez. Existem muitos outros tesouros que o mundo apresenta e cujo desejo de possuí-los é muito forte. Olhando deste ponto de vista para o momento de quando tudo começou, vem à mente a parábola do semeador: alguma semente caiu em terra boa, escapou de tantos inimigos prontos para devorá-la... Muitas coisas cruzam os caminhos de quem se dispõe servir a Deus!



Formação Acadêmica



Foi um tempo muito rico de aprendizado, porém, sabemos que nós estamos sempre aprendendo na vida, principalmente quem se coloca na condição de discípulo do Mestre Jesus. Mas, na verdade, refiro-me ao período canônico de formação para a vida religiosa e sacerdotal que compreende a Filosofia e Teologia.



Sou de origem simples, mas reconheço que sempre tive oportunidade de estudar. Deixei a casa de meus pais por esse motivo, os estudos. Em meu ambiente vivencial sempre tive a graça de ser incentivado ao estudo, à leitura de livros, jornais, etc.



Por ser oriundo da área rural, carente de escolas locais, iniciei propriamente os estudos um pouco mais tarde do que o normal, aos dez anos, mas a força de vontade superou todas as lacunas que se colocavam como obstáculo no caminho.



Faz parte de nossa vida os devaneios, sobretudo na juventude, que acabam desviando a atenção do sentido e da importância da formação acadêmica pra vida do ser humano. Às vezes, custamos perceber que as oportunidades que formam caráter são únicas e que devemos aproveitálas. Em alguns momentos passei por essa experiência. Dela fica o aprendizado para a vida.



Neste período da minha juventude sempre fui engajado na pastoral catequética, da juventude, teatro, etc. É próprio do  jovem estar presente, de corpo e alma, nas ações da vida. No meu caso, não era só para estar presente em tudo ou quase tudo, mas porque fazia parte do meu aprendizado, para ser religioso-padre. Cresci com essas ideias: eu tenho que aprender para melhor servir.



Minha Comunidade Religiosa



Em minha comunidade de vivência não faltava à oração das horas, adoração ao Santíssimo Sacramento e missa diária. Nesse tempo talvez eu não tivesse muita consciência do valor de tais práticas, mas hoje eu tenho certeza que tudo aquilo era o alimento da vida, sobretudo de quem deseja seguir Jesus.



Em relação à oração pessoal eu não sabia direito como fazer e nem a sua importância dela na minha vida de discípulo, mas eu via meus irmãos mais velhos na capela à meia-luz, em silêncio; isso me fazia bem. Hoje vejo quanto bem isso faz para a vida religiosa, para a vida do presbítero e para a Igreja.



Agradeço todos a aqueles e aquelas, meus irmãos da vida religiosa que, com o seu silêncio, seu ajoelhar-se, sua perseverança e sua disciplina me ajudaram a encontrar o tesouro escondido.



Vida Presbiteral



Depois de feitos os votos da Vida Religiosa e ordenado presbítero, fui trabalhar na formação de jovens vocacionados. Sem experiência e lutando para não errar, tinha sempre o propósito de aprender para melhor ensinar e servir. Essa experiência exigente ajudou-me a aprofundar o seguimento de Jesus, principalmente na dimensão humana.



Quando pensamos em ser padre, em nossa cabeça só passa o tempo que isso levará para começar a celebrar missa. Não temos consciência da dimensão e complexidade da formação para essa vida. Só depois, no decorrer da caminhada - processo formativo - é que vão surgindo outras questões essenciais a serem consideras para uma resposta adequada ao chamamento de Jesus. As dimensões espiritual e humana devem andar em sintonia, do contrário, não haverá realização vocacional. Sabemos que a Graça de Deus passa pela realidade humana e esta precisa ser trabalhada, no sentido de conformar-se à vontade de Deus. Precisamos aprender a lidar com os apetites da carne. Ninguém, por suas próprias forças, consegue se livrar dos espinhos cravados na carne, eles existem para nos lembrar da nossa condição de pecadores e necessitados da Graça de Deus, manifestada por excelência no seu Filho Jesus.



Essa consciência tem sido de grande valia no exercício do meu ministério de presbítero e também como religioso. Como formador de jovens vocacionados recorro sempre à força de Deus. Assim como Jesus, que na sua vida terrena aprendeu na obediência, também, os seus seguidores, não tem outro caminho de aprendizado a não ser a obediência ao Mestre.



Ao longo dos anos como presbítero vivi em vários lugares e regiões do Brasil: Norte, Sul e Centro Oeste. Entrei em contato com vários costumes e culturas diferentes, permitindo, assim, experiências ricas e evangélicas. Gosto de todos os lugares por onde passo, dos mais simples aos mais sofisticados. Às vezes me sinto apegado a eles, retomando, a cada vez, o amor a Jesus e à Igreja. Sinto ter que sair de um lugar, mas o Senhor dá a graça de entender as suas palavras: “O Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça” (Mt 8,18-20). Sua vida era anunciar o reino de Deus no meio do povo. Assim também deve ser a dos seus seguidores.



Hoje, não obstante as dificuldades inerentes à vida humana, sintome bem e realizado em meu ministério. Agradeço a Deus pelo chamado e pela sua Graça que me acompanha no dia a dia. Desejo continuar seguindo o Mestre atento à sua palavra, à qual estou a serviço, para ajudar os meus irmãos na fé em Cristo. Peço suas orações para perseverar na minha vocação-missão.



Atualmente estou a serviço da Paróquia Nossa Senhora do Rosário - Poconé-MT.