• 1.png
  • 3.png
  • 4.png
  • 5.png
  • 6.png
  • 7.png
  • 8.png
  • pe2.png



Equipe Diocese São Luíz


1º Dom Luiz Marie Galibert




E-Mail:
Nascimento: *31/12/1877   Data da Morte: +24/12/1965
Endereço:
Telefone:
Paróquia:





BIOGRAFIA



Pierre Galibert, assim inscrito nos registros de nascimento, nasceu em Lasfaillades, vilarejo montanhês da região Tarn, terra de muitos missionários como, nos tempos históricos, terra de albigenses e de protestantes. Os registros indicam o dia 31 de dezembro de 1877, enquanto outros documentos seus marcam o dia 1º de janeiro de 1878. De excelente família religiosa, teve um primo que foi Bispo de Eno, Na China.



Aos 11 anos, começou sua vida com os franciscanos, estudando na Escola St. Jean que os mesmos mantinham na Arquidiocese de Albi (Tarn – França). Aluno brilhante e sempre simples e cordato, teve seus estudos coroados pelo grau de bacharel do ensino secundário clássico com menção em letras e filosofia.



O diploma do jovem Pierre Galibert, expedido pela Academia de Toulouse e conferido em 15 de janeiro de 1896, é assinado pelo Ministro da Instrução Publica, E. Combes.



Pierre Galibert, ao entrar no noviciado franciscano, trocou de nome. Chamar-se-ia Frei Luiz Marie Galibert. Celebrou a sua profissão religiosa em 4 de outubro de 1894, na festa de S. Francisco.



Frei Luiz Marie Galibert completou os estudos de filosofia, durante mais dois anos e exerceu, a seguir o professorado secundário durante igual tempo.



Os superiores o mandaram então à faculdade Livre de Rennes (França) onde, com inexcedível brilho, conquistou a licenciatura em letras, grau que lhe foi conferido por banca examinadora de uma faculdade da República Francesa.



Em seguida, prosseguiu seus estudos teológicos e, em 24 de junho de 1902, recebeu a ordenação na Terceira Ordem Franciscana. Sucessivamente, foi professor de letras e de filosofia, nos colégios Saint Jean e Sainte Marie, no qual D. Máximo estudou mais tarde, a partir de 1930.



Impossibilitado de permanecer na França pela lei de expulsão dos religiosos, fez parte do segundo grupo de franciscanos que partiram para Mato Grosso, desembarcando em Cuiabá no dia 25 de setembro de 1905.



Inicialmente foi diretor do Seminário de Cuiabá, que teve de fechar rapidamente por causa dos procedimentos inadequados dos estudantes e começaria também a missionar. Nomeado superior local da fundação de Cuiabá devido à partida, para a França, de frei Ambrósio Daydé – que exercia a função -, ocupou também o cargo de provincial regional para as outras casas em Mato-Grosso; preencheu diversas funções com zelo e prudência, a contento de todos os seus irmãos de religião.



Colhido de surpresa pela sua promoção inesperada a Bispo de Cáceres, aceitou somente movido pelo amor á obediência e, após sua sagração em Cuiabá, foi tomar posse da Diocese em 1915.



Por simplicidade religiosa e também para sobreviver, passou toda a vida com os colegas religiosos de Cáceres, como o mais exemplar dos religiosos. “Durante 40 anos, visitou a cavalo todos os cantos e recantos, levando ás almas mais isoladas o seu exemplo de zelo infatigável e de sua piedade e regularidade incomparáveis.”



Esta última apreciação é do seu admirador, frei Paulo Marie Cabrol, que conviveu longos anos com ele e pôde admirar e apreciar as suas qualidades.



Em 1924 foi a França, a fim de interessar os fiéis franceses, á sua missão. Em 18 de outubro do mesmo ano, o Bispo missionário assistia o Arcebispo de Albi, na consagração do Santuário de La Dréche, todo pintado por um colega franciscano, frei Léon Valette, tio do inesquecível frei Carlos Valette que durante longos anos, trabalhou em Poconé, onde descansa eternamente. O santuário fazia e faz parte do convento que foi o ponto de partida de todos os missionários franciscanos.



Em 1929, frei Ambrósio escrevia para nossa revista francesa Mato Grosso admirável portrait de D. Galibert:



Entre os corajosos missionários do sertão mato-grossense, quero apresentar-lhes o chefe e o modelo: D. Galibert. Não faz barulho, e é por isso, sem dúvida, que faz muito bem ás pessoas. Quando percebe que todos trabalham, sela ele mesmo a sua mula e, quando alguém bate duas vezes a porta, vai abrir para receber as pessoas.



Mas ele não fica muito no convento. Está mais viajando no mato, procurando a ovelha perdida, como o Bom Pastor. Efetua assim 3 ou 4 mil quilômetros por ano, com sua mula branca.



Que saúde, poderão pensar!



É verdade! Justamente com seu zelo apostólico, é a sua única riqueza, pois D. Galibert é pobre. Nunca se queixa, nunca pede!



Cansado e vencido pela arteriosclerose, D. Galibert resignou em 1954. Retirou-se para o convento de La Dréche, na sua terra natal, onde viveu longos anos ainda. Nos seus momentos de consciência, levantava-se e dizia: “As almas me esperam, tenho de ir...!”



É essa a última imagem que nos deixou, ao expirar, em 24 de dezembro de 1965, aos 87 anos, este sacerdote e bispo, cuja vida foi totalmente dedicada ao serviço das almas.



Grande servidor de Deus, descansa e espera a ressurreição na igreja de La Dréche que ele mesmo consagrou.