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Equipe Diocese São Luíz


2º a. Dom Máximo Biennés




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Nascimento: *29/06/1921   Data da Morte: +11/08/2007
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BIOGRAFIA



Max André Paul Gaston Biennés nasceu em Albi – França, no dia 29 de junho de 1921, último filho de Édouard Biennés e Marie Donadille Biennés. Os pais trabalhavam em moinhos alugados e produziam farinha de trigo que o pai entregava nas padarias com uma grande carroça puxada por três cavalos enquanto as maquinas continuavam trabalhando sob a supervisão da mãe.



Após a escola maternal, ingressou na Escola Jean Jaurés para cursar o primário no seu bairro, a Madeleine, situado do outro lado da Ponte Nova construída sobre o rio Tarn. O bairro era excêntrico e habitado por muitas famílias espanholas. A grande igreja paroquial construída no século XIX, aparecia como um templo grego e tinha como órago Santa Maria Madalena.



Em 1930, após a morte do pai, foi decidido que entraria na escola secundária. O padre Maffre, amigo da família, aceitou o jovem Max na sua sala de classe, a sétima, onde passou um ano e um trimestre, continuando em seguida o curso secundário. A ‘Escola Santa Maria’ onde estudou durante seis anos pertencia a Arquidiocese de Albi. Ela tinha sido construída quando a Lei Falloux, na segunda metade do século XIX, permitiu que a Igreja católica a construção e a manutenção de escolas secundárias cujos cursos desde o tempo de Napoleão preparavam para as universidades. Permitiam a Igreja Formar suas elites sociais e cristãs.



No final do curso secundário, Max decidiu entrar na escola dos Frades Franciscanos em Ambialet onde concluiu seus estudos coroados pelo bacharelato em letras.



Ingressou no noviciado franciscano no dia 15 de agosto de 1938 e professorou a 25 de agosto de 1939 com o nome de frei Máxime. Logo mais, a grande guerra começava e duraria mais de cinco anos. O padre Mestre, frei Henrique Maynadier foi mobilizado até ser liberado poucos meses em seguida.



O primeiro ano de filosofia foi feito no Seminário Maior de Rodez e concluído pelo bacharelato em filosofia. Em seguida passou dois anos estudando ainda filosofia no Seminário Maior de Albi. No mês de abril de 1942, foi chamado pelo Governo Francês para o Serviço do Trabalho, instituído em substituição ás atividades militares proibidas pelas tropas alemãs que ocupavam a França. Voltou para o seminário após oito meses de ausência.



Continuou com os estudos de teologia até o mês de agosto de 1943 quando foi chamado, juntamente com um milhão e meio de outros estudantes para irem trabalhar, forçados, na Alemanha onde permaneceu por quase dois anos. A liberação veio no mês de abril de 1945, pelas tropas americanas a aliadas.



Recomeçou a teologia em outubro de 1945 até sua ordenação sacerdotal no dia 24 de junho de 1947.



O superior Geral o solicitou para dar aulas no Seminário Menor de Ambialet. Mais após seis meses de ordenação, o frei Máxime foi mandado para missão de Guajará-Mirim, no território de Rondônia, dirigida por Dom Francisco Xavier Rey. Quando passou pelo Convento de São Paulo, aguardando avião militar que o levaria para Guajará-mirim, os colegas decidiram chama-lo frei Máximo.



O primeiro trabalho em Guajará-Mirim foi aprender a língua portuguesa. Era o trabalho da noite, fazendo pequenos exercícios, atacando em seguida estudos mais sérios com a Vida de Cristo de Plínio Salgado e o primeiro sermão com um grupo de escoteiros, num acampamento no Iata, na Estrada de Ferro Madeira-Mamoré.



Após alguns meses de espera, efetuou uma desobriga sobre o baixo Guaporé e o Mamoré, com um barco e dois meninos que não puxavam muito sobre o remo.



O ano seguinte, participou da construção de um posto de saúde e de uma escola governamentais dirigida pelo Padre Carlos Gilet, em Pedras Negras, fornecendo e carregando todo o material com um jeepe emprestado pelo Governador do Território. Foram mais de seis meses de trabalho material, compensados durante a noite e o domingo pelas raras leituras que se encontravam à disposição.



Com o frei Hugoline Perrinet em desobriga no Guaporé, Dom Rey nomeou o frei Máximo vigário da ‘catedral’ do Perpetuo Socorro, tendo como colega o frei Elias Mas.



Todos viviam na casa prelatícia de Dom Rey. Este passava seis meses em Guajará-Mirim ou em desobrigas e a outra metade do ano em São Paulo, procurando recursos para os empreendimentos da prelazia.



Frei Máximo passou mais tarde seis meses na catequese dos índios do Rio Branco, numa situação desesperadora provocada pela doença e a morte de muitos deles. Após alguns meses passados em Guajará-Mirim, subiu novamente até a catequese do Rio Branco para, com uma equipe de voluntários, desmontar e trazer de volta todo o material que servia para a catequese.



Em outubro de 1954, empreendeu uma viagem de dois meses à Bolívia e ao Peru, para conhecer o reino dos Incas já presente na as memoria por leituras de Juventude.



No mês de junho de 1955, frei Máximo foi surpreendido pela nomeação como Administrador Apostólico da Diocese de São Luiz de Cáceres.



Monsenhor Máximo chegou em Cáceres no dia 4 de setembro de 1955. Tinha ele 34 anos e era o mais jovem de todos os Frades que trabalhavam na diocese.



Em Cáceres, havia o frei Severino Rouquette, pároco da ‘catedral’ e superior da casa, o frei Jeronimo Lacaze-Badie, já bem velho e que praticamente não saia mais do seu quarto, dois Frades espanhóis e dois Frades americanos que saíram logo.



Em Poconé havia o frei Paulo Maria Cabrol, superior e pároco, o frei Elias Mas e o frei Carlos Valette.



Em N.S do Livramento, trabalhava o padre Salvador Rouquette.



A Diocese de Cáceres tinha oito padres e Mons. Máximo para atender 80.000 habitantes dispersos num território de 100.000 quilômetros quadrados.



Em primeiro lugar, Mons. Máximo visitou os Frades, suas paróquias e suas casas. Em seguida, como trabalho pastoral estava sendo feito na cidade de Cáceres, pelos Frades, ele fez a cavalo a desobriga nas diversas regiões da paroquia de Cáceres.



Fundou o Instituto Santa Maria, correspondente à antiga Escola dos Padres e o colocou como professores Irmãos Holandeses Franciscanos que vieram para ensinar.



Em seguida, solucionou o problema duma catedral que não terminava nunca e a inaugurou no dia 25 de agosto de 1965, no dia do padroeiro de Cáceres e da diocese, São Luiz Rei de França.



Após treze anos passados em Cáceres como administrador Apostólico da diocese, Mons. Máximo foi chamado pela Santa Sé a exercer o mesmo serviço como bispo. No dia 25 de fevereiro de 1968, na igreja de Nossa Senhora de Fátima, no Sumaré, em São Paulo, Mons. Máximo foi consagrado bispo pelo Cardeal Rossi, tendo como assistentes dois bispos amigos de Mato Grosso, Dom Vunibaldo Talleur, de Rondonópolis e Dom Alonso Melo, de Diamantino.



A partir desse momento, a vida de Dom Máximo se confundiu com o desenvolvimento da própria diocese. Teve também a alegria de receber na sua casa um grande amigo, o Padre João Gratian. Este trabalhou durante anos em Cáceres e na Diocese.



Anos mais tarde, problemas de saúde levaram Dom Máximo a solicitar um bispo auxiliar que lhe foi dado na pessoa de Dom frei José Afonso Ribeiro, também religioso franciscano que chegou a Cáceres no dia 25 de junho de 1979 e trabalhou nove anos na diocese. Após a ida de Dom José Afonso como bispo prelado na prelazia de Borba, Dom Máximo, após alguns anos de trabalhos dificultados pela sua saúde abalada, renunciou á administração da diocese, entregando-a no dia 5 de outubro de 1991, as mãos mais jovens, na pessoa de Dom Paulo Antônio de Conto, padre secular da diocese de Santa Cruz do Sul. Em seguida, recolheu-se ao Convento Franciscano do Sumaré em São Paulo.