• 1.png
  • 3.png
  • 4.png
  • 5.png
  • 6.png
  • 7.png
  • 8.png
  • pe2.png



Equipe Diocese São Luíz


Pe. Geraldo José dos Santos




Ordena??o Diaconal: 1960-03-28
Ordena??o Sacerdotal: 1960-12-08
E-Mail: vilabela@diocesedecareces.com.br
Idade:86anos
Endereço: Rua Municipal, 833 - Cx. Postal 17 Vila Bela da Santíssima Trindade/MT - 78245-000
Telefone: (65) 3259-1381
Paróquia: Paróquia Santíssima Trindade, Vila Bela - Pároco: Pe. Everton Luiz Macedo CMPS





BIOGRAFIA



Meu nome é Pe. Geraldo José dos Santos. Sou cacerense e tenho como pai Joaquim José dos Santos Filho; minha mãe é Anna Luiza Neves dos Santos, ambos falecidos. Meu pai foi alfaiate e minha mãe costureira. Éramos ao todo 6 filhos, três já falecidos. Meu pai foi um dos construtores da igreja São Miguel em 1928 no bairro de mesmo nome em Cáceres.



A minha vocação sacerdotal começou com um convite de minha mãe. Era um domingo, havíamos assistido a Santa Missa celebrada por Frei “Jerônimo”, já alquebrado pelos anos. Chegando da Missa, lá na cozinha servindo nosso chá matutino, a minha mãe me chamou e: “Geraldo você percebeu como Frei Jerônimo, hoje na missa, já lia com dificuldade! E quem vai substituir o Frei Jerônimo? E você não poderia ser o padre mais tarde?” Foi o primeiro convite. Eu devia ter meus nove anos.



Fui depois para Corumbá cursar o 4° ano primário. E lá, diante de um grande colégio, o colégio Santa Tereza – salesiano, encantei-me verdadeiramente com tudo o que eu vi: a beleza do esporte, dos desfiles, dos teatros, das qualidades daqueles padres. Uns eram músicos, outros pintores, outros professores renomados, enfim, quando o diretor Pe. Miguel Alagna, depois de um ano e pouco fez um segundo convite, não houve dúvidas: Dom Bosco me chamava! E fui! E aqui estou para confirmar uma palavra do próprio Dom Bosco: “A vocação Sacerdotal e Religiosa passa pelo coração das mães!”



Acredito que mamãe e papai rezaram muito para este seu filho que agora também não esquece nunca deles quando sobe para o altar para celebrar a Santa Missa.



E fui para o Seminário de Cuiabá em 1946. Dia 30 de março às 19 horas, de mala e tudo. Lá entrei e fiquei. Às 19 e 30 os seminaristas estavam na Igreja Bom Despacho, aquela Igreja que fica lá em Cuiabá, em cima daquele Morro. Ali que era o Seminário dos Salesianos.



Naquele momento era a Benção do Santíssimo. Bem ao meu lado ajoelhou-se nada mais e nada menos que uma pessoa especialíssima, e que eu nem conhecia. Fui apresentado para ele: “Senhor Arcebispo, aqui está o seminarista de Corumbá. Oh! Muito bem. Deus que te abençoe”; disse o arcebispo. Acredito até hoje que Dom Aquino naquele momento pediu com toda sua imensa fé pelo seminarista que chegava! Hoje, com 52 anos de Sacerdócio, recordo e agradeço a Deus dessa oração poderosa do Senhor Arcebispo.



Entrei para o seminário, e lá encontrei outra pessoa, vou dizer insubstituível para um seminarista: um mestre de verdade, um homem sábio, um homem compreensivo, enérgico e santo: Padre Nelson Pombo!



Assim, a minha vocação não podia dar errado. De um lado a majestade hierárquica de Dom Aquino, membro da Academia Brasileira de Letras, do Rio de Janeiro. Tinha sido Governador do Estado. Orador Sacro de elevadíssimo valor, e homem bom, bom de verdade. Qualquer um de nós conversava com Dom Aquino “de tu per tu”, sem nenhum embaraço. Dom Aquino residia conosco no mesmo Seminário da Conceição.



De outro lado era a firmeza e santidade do Padre Nelson. Lembrome daquelas palavras orientadoras que todas as noites alguém dirigia para os seminaristas e que Dom Bosco inventou para os alunos irem para cama, com pensamentos sadios e formativos, e que tem o nome de: “Boa Noite”.



Como fazia bem para nós ouvirmos as palavras do Padre Nelson naquelas Boas Noites, relatando fatos, contando histórias, dando notícias, animando a todos.



Assim cheguei ao Sacerdócio. Foi dia 8 de dezembro de 1960, ano de Brasília.



Deus me deu a Satisfação de ter bem junto de mim, na Igreja da ordenação a minha mãe, aquela mesma que tantos anos atrás, me havia feito o primeiro convite para ser padre! E é por isso, que embalado pelo espírito da Igreja Católica, aliás, do mesmo Senhor Jesus, tomei como meu lema a passagem do Evangelho de Lucas 10, 2: “Pedi ao Senhor da Messe que mande operários para sua colheita”.



E trabalhando sempre com os jovens, incentivando vocações para bons pais de família e mães de família, nunca deixei de convidar também para a vocação sacerdotal e religiosa, inspirando nesses corações jovens o desejo do serviço a Deus, dedicando-se assim exclusivamente toda a sua vida, e todo seu empenho para o bem da Igreja.



Minha localização atual,



Depois de servir ao Povo de Deus em tantos lugares, especialmente na Diocese de Cáceres, estou atualmente servindo à Comunidade Santa Clara do Monte Cristo. Localizada no município de Vila Bela da Santíssima Trindade, hoje a região tem também o nome de Ponta do Aterro, porque no governo de Garcia Neto, havia um projeto de ligação asfáltica com a Bolívia através de Porto Esperidião. Com o advento do novo Governo o projeto de asfaltamento estacionou. Para os moradores da Fronteira Brasil – Bolívia só restou o grande trabalho do alinhamento e aterro da MT 265, que é a estrada em questão, e cujo engenheiro de saudosa memória foi o Dr. Domingos Iglesias, bem conhecido em Mato Grosso. Essa estrada de chão tem a extensão de 220 km. Nessa Comunidade já estou há 8 anos.