• 1.png
  • 3.png
  • 4.png
  • 5.png
  • 6.png
  • 7.png
  • 8.png
  • pe2.png



Equipe Diocese São Luíz


Pe. Geraldo José Wolf




Ordena??o Diaconal: 1989-06-25
Ordena??o Sacerdotal: 1990-01-28
E-Mail: riobranco@diocesedecaceres.com.br
Idade:64anos
Endereço: Av. 7 de Setembro, 99 Caixa Postal 42 -Rio Branco 78.275-000
Telefone: (65) 3257-1104
Paróquia: Paróquia São Roque - Rio Branco





BIOGRAFIA



Sou natural de Santo Cristo – RS,  de família humilde, da colônia onde se trabalhava a terra para ter o sustento. Éramos oito irmãos, dois hoje falecidos e também a mãe. Nasci em cinco de novembro de 1955. Descendente de famílias de origem alemã, tanto do pai como da mãe, muito religiosos. A família do pai  teve uma irmã religiosa e a família da mãe teve duas irmãs religiosas e dois primos padres. Com certeza este ambiente influenciou para que de minha família saíssem duas irmãs religiosas e um Sacerdote.



A vocação



Para seguir a vocação sacerdotal parecia tudo ajudar. Santo Cristo, só o nome já tem tudo a ver. A Paróquia Ascensão do Senhor também. Uma Paróquia com muitas vocações na época. Em 1977 tinha 72 seminaristas das diversas Congregações; 14 eram primos, dois dos quais se tornaram sacerdotes. Irmãs religiosas, se sabe que tem mais de 100 na Paróquia. Neste ambiente fui cultivando minha vida de fé, no início, em silêncio, sem falar para ninguém, mas rezando muito. O que muito me  ajudou foi a minha Comunidade Três Mártires Rio-grandenses, das Missões Jesuítas. Nesta Comunidade nasci, fiz os primeiros 5 anos de estudo, participei até 21 anos e recebi os Sacramentos da iniciação cristã. Esta Comunidade se propôs rezar em todas as Celebrações de Cultos e Missas uma oração pelas Vocações, sacerdotais e religiosas. Porque da Comunidade não tinha ainda nenhum padre e só religiosas. Todos os domingos na Celebração, depois da Comunhão todos sentados: Oração pelas vocações: “ Jesus Mestre Divino, que chamastes os apóstolos a vos seguir, continuai a passar pelos nossos caminhos, pelas nossas famílias, pelas nossas escolas e continuai a repetir o convite a muitos de nossos jovens. Dai coragem às pessoas convidadas. Dai força para que  vos sejam fiéis como apóstolos leigos, como religiosos e religiosas, para  o bem do povo de Deus e de toda humanidade.” Tentei abafar este chamado por não querer errar, mas não houve jeito, de tanto ouvir a comunidade rezando e eu no silêncio sentindo-me tocado para criar a coragem necessária para anunciar que ia entrar no seminário e ser Padre, pois sabia que Oração + Oração = Vocação.



Quando tomei minha decisão vocacional já tinha 20 anos. Sempre tive um sonho que me chamava à atenção,  eram as Missões e os missionários que dos lugares distantes passavam e rezavam Missa na comunidade. Eles sempre falavam da falta de padres no Centro Oeste, Norte e Nordeste do Brasil. Comecei a me preparar e encontrar uma Congregação que tinha esta possibilidade de vir para regiões de Missões. Encontrei então os Capuchinhos por meio de minha irmã Lúcia, que já era religiosa das Irmãs de Santa Catarina de Sena e do Frei Carlos Zagonel, pregador de Retiros.



Em 1977 entrei no Seminário de Garibaldi - RS, com 21 anos, onde fiz da 6ª série até 2º Grau completo. Em Santa Maria fiz Faculdade de Filosofia e em Porto Alegre Teologia. Fiz também um ano de estágio paroquial em Paim Filho -RS, onde em 25 de junho 1989 fui Ordenado Diácono. A ordenação sacerdotal foi no dia 28 de janeiro 1990, na minha Comunidade da Linha Divisa, Paróquia Ascensão do Senhor de Santo Cristo RS. Como já disse a Paróquia de Santo Cristo na época tinha muitas vocações. Eu fui o padre de número 47 a ser ordenado.



Uma vez ordenado padre, trabalhei 10 anos no RS: 2 anos em Ijuí, na Paróquia São Geraldo; 4 anos em Garibaldi como Diretor do Seminário e coordenador da Casa de Retiros e auxiliar técnico da Rádio dos Capuchinhos; e mais 4 anos em Porto Alegre para transformar parte do Convento São Lourenço em Casa de Encontros e Retiros, e Coordenar esta nos primeiros anos.



Só em 2000 o meu sonho primeiro de vir para as regiões de missões foi atendido pelo Provincial Frei Luiz Turra, a quem fico agradecido. Vim para Espigão do Oeste - RO, onde foi uma grande experiência pastoral na Diocese de Ji-Paraná por 4 anos. Em 2004 vim para a Diocese de Cáceres, na Paróquia Santa Cruz de Barra do Bugres, onde fui atender Nova Olímpia por 4 anos até se tornar Paróquia.



Minha vinda definitiva para a Diocese de Cáceres.



Com o objetivo de servir mais à Igreja, vendo as urgências da Diocese de Cáceres, cada vez mais fui sentindo a necessidade de fazer um passo radical, deixar a Ordem dos Capuchinhos, que para mim representava vida com riquezas imensuráveis como a vida fraterna. Fui rezando muito, e após muita oração e noites inteiras de meditação: “Senhor que queres que eu faça, Senhor que queres de mim?” Como São Francisco rezava e meditava noites inteiras. E, foi ficando cada vez mais claro o que devia fazer. Em maio de 2008, decidi ficar com a Igreja de Cáceres, pela dispensa da vida religiosa. Perdi muitos privilégios pessoais para poder servir mais e melhor à Igreja nesta Diocese. Logo foram iniciados os trâmites legais para oficializar a Exclaustração da Vida Religiosa e Incardinação na Diocese de Cáceres, o que aconteceu em 12 outubro de 2010.



“Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida por seus amigos.”(Jo. 15,13).



O que me inspirou a escolher esta passagem do Evangelho de São João foi o seguimento fiel do próprio Cristo. Ele deu a vida por nós, por amor. Vi nisto a maior proposta para a minha vida.  Desde que tenho consciência de minha vida, sem falar muito, rezava muito, pelo menos o Rosário diário. E rezando, percebia que não podia me contentar em fazer o que já tantos faziam. Mas, precisava coragem e, esta me veio pela oração de tanta gente durante a formação: oração da minha família, dos amigos, dos benfeitores, dos frades e, especialmente, a perseverança da minha comunidade na oração até hoje.



Esta passagem do Evangelho de João, toda vez que a ouvia ou lia me fazia refletir: e eu, vou guardar a minha vida para mim? Para quem? Para quê? Onde faltam mais padres? Tenho que ir. Preciso servir. Não quero errar. Quando o medo de não estar preparado para tanta responsabilidade me queria dificultar, buscava nas palavras do Senhor ao Profeta Jeremias coragem: “Antes mesmo de te formar no ventre materno te conheci; antes que nascesses, eu te consagrei” (Jr 1,5). “...Irás a quem eu te enviar e falarás o que eu te ordenar. Não temas, porque eu estou contigo... Eis que ponho as minhas palavras em sua boca...”(Jr 1,7-9). Foi este o lema que escolhi como proposta de vida, e procuro cumprir com a maior fidelidade possível. É claro que continuo contando com a oração de todos que sempre confiaram em mim e com a graça de Deus.



Atualmente estou trabalhando na Paróquia Nossa Senhora do Carmo em Nova Lacerda. Cheguei em 10 de fevereiro de 2009. Durante um ano foram realizados os preparativos mais próximos, nos Municípios de Conquista do Oeste e Nova Lacerda, para a criação da Paróquia. Em 16 de julho de 2010, dia de Nossa Senhora do Carmo, foi celebrada a criação da Paróquia.