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Equipe Diocese São Luíz


Pe. José Maria Basílio




Ordena??o Diaconal: 1990-12-29
Ordena??o Sacerdotal: 1991-04-06
E-Mail:
Idade:54anos
Endereço: Praça da Matriz, 883- Cx. Postal 61 Mirassol D'Oeste/MT - 78.280-000
Telefone: (65) 3241-1159
Paróquia: Paróquia Nossa Senhora Aparecida - Mirassol D’Oeste





BIOGRAFIA



Nasci aos 05 de maio de 1965 e fui ordenado padre em 06 de abril de 1991 – Araputanga-MT. Atualmente estou a serviço da Paróquia Nossa Senhora Aparecida – Mirassol d'Oeste.



Lema Sacerdotal “Não temas, pois eu estou com você” (Jr 1,8)



A expressão não temas aparece muitas vezes na Bíblia, de uma maneira muito carinhosa e encorajadora, de Deus falando diretamente aos seus escolhidos. Deus quer chegar a todos e se serve de pessoas para realizar seu desejo. Mas a primeira reação das pessoas, ao serem abordadas por Deus, é de incapacidade, medo; mas Ele insiste em seu propósito com argumentos convincentes: “Nada temas, porque estou contigo, não lances olhares desesperados, pois Eu sou teu Deus; Eu te fortaleço e venho em teu socorro, eu te amparo com minha destra vitoriosa” (Is 41,10). “Não temas e não desanime” (Js 8,1). “Eu te seguro pela mão e te digo: Nada temas, eu venho em teu auxílio” (Is 41,13).



Desde minha infância em Araputanga, morando na zona rural, me sentia uma pessoa muito tímida e que precisava sempre de uma palavra de incentivo para fazer as coisas de que não tinha muito conhecimento. Seja na escola ou na Igreja, não gostava de estar à frente das atividades. Era muito medroso.



Quando veio o desejo de ser padre, lá pelos onze ou doze anos, a primeira reação foi de que não seria capaz. À medida que ia crescendo e conhecendo o trabalho dos padres, ia me sentindo mais incapaz. Pensava nas dificuldades financeiras, intelectuais, disciplinares e psicológicas. Mas mesmo assim, sentia que o sacerdócio era o caminho que deveria seguir. Gostava muito de ir à catequese e, na missa aos domingos, servir como coroinha.



Quando Pe. Celso Ducca me convidou para um encontro vocacional em Mirassol D'Oeste, foi uma experiência inesquecível. Aqueles três dias com Pe. Tiago Gheza e outros rapazes foram fundamentais para a definição da minha vocação.



Mas quando pensava nas responsabilidades que o sacerdócio exige, me dava um frio na barriga. Morar longe da família seria outra dificuldade que não estava muito disposto a enfrentar, pois me sentia muito desprotegido longe de casa. Falar em público era uma cruz muito pesada. Tinha uma tendência a olhar somente o lado difícil no exercício da missão.



O apoio e incentivo do meu pároco e das lideranças da paróquia de Araputanga foram muito importantes na hora de ir para o seminário. Ao chegar a Jauru-MT em março de 1981 me senti muito bem acolhido pelo Pe. Nazareno Lanciotti, Pe. Armando Cavallo, pelo povo e pelos colegas seminaristas. Visto que era o primeiro seminário da nossa diocese, Dom Máximo Biennès e os padres tiveram muita dificuldade, mas o povo de Jauru e outras paróquias deram o apoio necessário para que o seminário menor diocesano se tornasse uma realidade.



Os sete anos seguintes da formação em Apucarana-PR e em Campo Grande-MS transcorreram tranquilos, pois , à medida que o tempo passava, eu me  aprofundava cada vez mais nos estudo e adquiria certa segurança naquilo que pretendia.  Claro que havia muitas dúvidas, pois a juventude é mesmo uma fase cheia de questionamentos e tantas inquietações. Neste período da formação conheci Hilário Mendes Ribeiro, baiano que veio para Araputanga em 1981 e decidiu ser padre.



Enfim, chega o momento da ordenação aos 25 anos de idade. Momento de tomar a decisão pra vida toda. O medo, a angústia, a pequenez, também a euforia tomam conta de mim. Como todo ordenando é convidado e buscar um lema sacerdotal que o oriente no seu ministério, me identifiquei muito com a vocação do profeta Jeremias narrada no primeiro capítulo do seu livro. Diz o texto que Deus é quem toma a iniciativa se dirigindo ao profeta. É importante também notar que a maneira como Deus chama Jeremias e a maneira como ele responde ao chamado é parecido com muitos outros personagens bíblicos: veja, por exemplo, a vocação de Moisés narrada em Êxodo 3; de Samuel em 1Sm 3;  de Isaías em Is 6; de Ezequiel em Ez 1,1 e também Maria em Lucas 1, 26-38. Deus chama estes personagens para colaborar com seu projeto. Em todos estes chamados, Deus utiliza o mesmo esquema: Ele irrompe na consciência da pessoa, o escolhido se assusta, não entende muito bem do que se trata, o Senhor lhe confia uma missão, o escolhido resiste, sente-se demasiado limitado ou pequeno para tal missão, o Senhor pronuncia uma última palavra de ânimo e apoio, “não temas, eu estou contigo”.



À medida que fui exercendo meu sacerdócio e conhecendo outros padres nos encontros diocesanos, nos encontros regionais e nacionais de presbíteros, percebi que todos têm suas virtudes e dificuldades. Esta constatação foi me encorajando e tirando da cabeça aquela concepção de que o padre era uma pessoa perfeita. Percebi que o padre é um servidor da comunidade como tantas pessoas fazem. Fui aprendendo que o padre precisa contar muito com as orações e o apoio do povo na condução de uma paróquia. Ele não pode descuidar dos conselhos na paróquia, das orientações da Diocese, através do Plano Diocesano de Pastoral e seu calendário de atividades. Precisa conhecer bem as diretrizes da Igreja no Brasil e no mundo. Enfim, ele precisa conhecer bem os canais pelos quais Deus lhe dá sua ajuda. Não esquecer que somos pastores das ovelhas do Senhor.



Depois de dez anos de sacerdócio, tive a oportunidade de realizar um sonho de estudar na Europa. Escolhi a Bélgica, na Universidade de Louvaina, para fazer mestrado em Teologia Pastoral. Foi uma etapa da minha vida na qual percebi de perto a ação de Deus me encorajando e me apoiando nos momentos difíceis. Deus colocou ao meu lado tanta gente que eu nunca tinha visto e só pelo fato de estar a serviço do Reino de Deus, estavam ali pra me ajudar, à minha disposição.



Hoje, depois de vinte e dois anos atuando como padre,  percebo o quanto Deus fez por mim e o quanto preciso contar com o seu encorajamento. Preciso meditar mais o evento Pentecostes: de tímidos e desanimados, o Espírito Santo os faz corajosos e destemidos apóstolos. Maria também é para mim outra fonte inspiradora de confiança em Deus. Cresci aos pés de Maria, seja na família ou na vida paroquial. No exercício do meu ministério tenho sempre contado com sua intercessão.



 Aproveito a oportunidade pra agradecer a todos que tanto me encorajam na missão. Um abraço fraternal a todos.