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Equipe Diocese São Luíz


Pe. Thiago Bruno Gonçalo da Silva




Ordena??o Diaconal: 2008-12-12
Ordena??o Sacerdotal: 2009-05-09
E-Mail: quatromarcos@diocesedecaceres.com.br
Idade:35anos
Endereço: Av. Sergipe, 1290 - Cx. Postal 04 - São José dos Quatro Marcos/ MT - 78.285-000
Telefone: (65) 3251-1787
Paróquia: Paróquia São José - São José Dos Quatro Marcos





BIOGRAFIA



Nasci numa família bastante simples e pobre, no dia 10 de janeiro de 1984, em São Luiz de Cáceres, no Hospital São Luiz. Morei sempre no centro histórico, na “Rua Coronel Ponce”, com a minha mãe Rosemar e a minha avó materna Marcelina.



Com meu pai Julio, apenas tive contatos esporádicos, na forma de visitas e passeios. Quando nasci, meus pais já haviam terminado seu relacionamento. Disso, meu pai teve um outro relacionamento, com a dona Cecilia, com a qual casou-se e formou uma família, indo residir muitos anos em Salto do Céu – MT, depois em Campo Grande  - MS, e por último, em Curitiba, buscando novas oportunidades de emprego, estudos e de progresso.



Sou o filho primogênito de meus pais. Pela minha mãe ainda tive um irmão: Thássio Guilherme, que faleceu, com quase 10 anos, após um acidente numa praia, no Rio Paraguai. E, por vínculo paterno ainda tenho dois irmãos mais novos, Vagner Cesar e Julio Constantino. Ou seja, somos quatro irmãos.



Minha infância e a adolescência se resumiram na cidade de Cáceres, entre a casa da minha família, a Igreja e o Colégio.



Casa – As ruas do centro histórico da cidade marcaram minha vida, entre brincadeiras com amigos e primos. Sempre morei ladeado de tios e primos, onde aprendi a conviver com muitas pessoas concomitantemente. A casa da minha avó Maci, como a chamávamos, era refúgio para muitos. Lugar de reunir os familiares e de confraternizar nas festividades anuais. Minha avó sempre testemunhou a fé cristã católica e um cuidado com muito esmero com seus netos. Ela foi responsável pela casa e por boa parte da educação, pois minha mãe Rose sempre trabalhou num cartório de registro de imóveis. 



Colégio – Apesar de pertencer a uma família de renda baixa, nunca estudei em escolas públicas. Tive a graça de receber uma boa educação humana e cognitiva no Colégio Imaculada Conceição, acompanhado pelas Irmãs da Congregação da Imaculada Conceição de Castres – Irmãs Azuis. Minha mãe sempre incentivou-me nos estudos, por isso sempre fui destaque nas atividades escolares, envolvendo-me sempre também com a arte, a literatura, o teatro; enfim, o universo cultural oferecido. Ali foi importante porque também tive contato com pessoas advindas de diferentes regiões do país, num clima cosmopolita. Como dizia a Beata Emilie de Villeneuve, inspirada pelo lema “Deus só”, fui formado para ter uma consciência lúcida, ousada e crítica.



Igreja – Cresci à sombra da Catedral São Luís, participando de quase tudo o que envolvia a vida espiritual e pastoral daquela comunidade. Ali recebi os primeiros sacramentos: batismo (com padre Antenor Petini, em 1988), Eucaristia (com padre Jair Fante, em 1995),



Penitência (com padre Grignion, em 1995), e confirmação (com padre José Maria, na ausência do bispo Dom José Vieira, que cuidava do Padre Nazareno Lanciotti, em São Paulo, em 2001).



Cito os presbíteros justamente porque meu crescimento humanoafetivo-espiritual esteve relacionado aos meus párocos e aos vigários paroquiais, e por Graça de Deus, também aos bispos diocesanos: Dom Máximo, Dom Paulo de Conto, e especialmente, Dom José Vieira. Sempre estive próximo dos sacerdotes como coroinha, como leitor, como acólito, como servo de ministério de música, além de auxiliar na secretaria paroquial. Meus primeiros diretores espirituais marcaram-me profundamente. E são dignos de nota: o Padre Grignion van den Hemel (Irmãos Holandeses) a quem sempre procurava para confissão e aconselhamento, e para comunhão eucarística diária; e o Padre Hilário Mendes Ribeiro, reitor do seminário menor, na minha época de ensino médio, com quem fazia missões nas comunidades e paróquias, e me ajudava no discernimento vocacional. Numa dessas viagens, convidei-o para ser meu padrinho de crisma.



Nesse universo, fui chamado à vida sacerdotal. Os primeiros sinais  vocacionais e dúvidas confiei ao Padre Grignion. Seus olhos lembravamme o a pessoa de Nosso Senhor. Silenciosamente e na oração, pude observar sua caridade para com os enfermos e os mais pobres, sua piedade e zelo para com a Sagrada Liturgia. 



Encantava-me e questionava-me o fato de conhecer missionários que deixaram sua nação e o conforto europeu, para caminhar pelos sertões do Mato Grosso, numa mula branca (Servo de Deus Dom Luiz Maria Galibert) ou numa bicicleta (Padre Grignion). Entusiasmavam-me também os meus párocos pela sua irreverência e o seu modo peculiar de pastorear o povo.



Aos 14 anos, relutei o convite do padre Hilário de ingressar no seminário. Disse a ele que preferia terminar o ensino médio. Na verdade, era também porque iniciava um curto namoro, e também porque almejava cursar Ciências Políticas, além de aspirar a carreira política. Foi então que em 2001, após o encontro Purificai-vos, no CAIC, em Cáceres, durante a adoração eucarística, decidi-me a entregar-me ao Senhor, por toda minha vida.



Tinha 18 anos quando ingressei no seminário. Foram meus primeiros formadores do Propedêutico: Padre Adão Francisco (sendo também, meu pároco durante vários anos) e o Padre Pedro Antonio de Souza. Ali aprendi a primeiras virtudes de um sacerdote: o sacrifício, a renúncia, a simplicidade, a pobreza, a entrega, o silêncio.



Aos 19 anos fui admitido no Seminário Maior São José, em Várzea Grande – MT, acompanhado pelo Padre Antonio Rogério Gonçalves, onde cursei filosofia e teologia na Faculdade SEDAC – Studium Eclesiástico Dom Aquino Corrêa. Foram meus diretores espirituais: Padre Jair Fante e Padre Paulo Ricardo de Azevedo Junior, da arquidiocese de



Cuiabá. Nesse período foi decisivo o acompanhamento de Dom José Vieira de Lima, TOR, que me confiou os ministérios do leitorato e do acolitato.



Aos 24 anos recebia a notícia da renúncia de Dom José Vieira, e a nomeação do novo bispo diocesano Dom Antonio Emidio Vilar. Prontamente, o Monsenhor Vilar acolheu-me, e após sua sagração episcopal, decidiu ordenar-me diácono, em 12 de dezembro de 2008, na Festa de Nossa Senhora de Guadalupe, padroeira da América Latina; e enviar-me em estágio diaconal para a Jauru – MT, sendo acompanhado pelo padre Benedito Correia de Lima.



Aos 25 anos, em 9 de maio de 2010, fui ordenado presbítero, na Catedral Diocesana, em São Luiz de Cáceres, e imediatamente designado vigário paroquial de Jauru – MT. Em fevereiro de 2011, fui enviado para São José dos Quatro Marcos – MT, para auxiliar o Padre Georges Martin,SSST.



Com a saúde debilitada do Padre Georges, fui nomeado pároco.  Atualmente, também colaboro como juiz auditor da Diocese e como assessor eclesiástico da RCC. 



Permanecei em Mim – Na vida e na missão, procuro inspirar-me no meu lema sacerdotal, retirado do evangelho da Liturgia da minha ordenação presbiteral, do 6° Domingo da Páscoa: “Permanecei em mim” (Jo 15,4). Na imagem da videira, Jesus quis deixar clara a absoluta necessidade de permanecermos n'Ele se quisermos frutificar. Ele também permanecerá em nós - contanto que não sejamos ramos secos (Clá Dias).



Segundo o cardeal Gomá “Jesus disse a seus discípulos que vai separar-Se deles, mas essa separação será apenas segundo o corpo. Espiritualmente, deverão permanecer intimamente unidos a Ele para viver a vida divina; morrerão se d'Ele se separarem. Propõe essa doutrina envolta na alegoria da videira. 'Eu sou a videira verdadeira', a videira ideal e perfeitíssima, na qual, melhor que nas videiras do campo, verificam-se as condições próprias dessa planta. O cultivador dessa vide espiritual e incorruptível é o Pai: 'E meu Pai é o agricultor'. Jesus não seria nossa videira se não fosse homem; mas não nos daria a vida de Deus se não fosse Deus. Logo, Jesus é o Messias, Filho de Deus".



Enfim, Maldonado explica que essa permanência nossa em Jesus é como se Ele dissesse: "'Se quiserdes dar frutos e evitar que o Pai os arranque, permanecei em Mim. De minha parte, já fiz o que devia - comenta Teofilato -, ao limpar- vos com minha doutrina; agora fazei o que deveis. Permanecei, perseverai nessa limpeza que Eu vos obtive. Isto é, permanecei em Mim'. Leôncio e Cirilo observam: 'Manda-lhes permanecer n'Ele, não só pela fé, mas principalmente pela caridade, dado que pela fé são muitos os que permanecem n'Ele sem, contudo, dar fruto algum'. Cristo referia-se àquela permanência em Si mesmo que produz frutos, o que é impossível sem a caridade. Às vezes vemos na videira muitos sarmentos secos, mortos, infrutíferos, porque não participam da seiva da raiz. Esses são os que aderem a Cristo só pela fé. São sarmentos, permanecem na videira, mas estão mortos e secos, porque não sorvem o líquido da graça de Cristo, da qual não se pode participar sem a caridade, que é vida da alma".