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Equipe Diocese São Luíz


Pe. Erminio Celso Ducca




Ordena??o Diaconal: 1953-12-19
Ordena??o Sacerdotal: 1954-06-12
E-Mail: araputanga@diocesedecaceres.com.br
Idade:90anos
Endereço: Rua Carlos Luz, 672 - Cx. Postal 13 - AraputangaMT - 78.260-000
Telefone: (65) 3261-1167
Paróquia: Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Fátima – Araputanga





BIOGRAFIA



Nasci em Talamona, província de Sondrio na Valtelina nos Alpes Centrais, ao norte da Itália, no dia 24 de novembro de 1928. Aos três anos de idade, entrei na pré-escola, orientado pelas Irmãs Di Maria Bambina. Aos seis anos iniciei o primário. Como todo garoto saudável e peralta, divertia-me nas férias escolares cuidando das vacas. Também nesta mesma idade recebi a primeira comunhão e, aos doze anos, o sacramento da crisma, ambos instituídos pelo bispo Dom Alessandro Macchi.



Ao receber os sacramentos ouvi o Senhor me chamar. Num momento de escuta, ao contemplar o Pe. Cusini no púlpito celebrando a Santa Missa, senti o primeiro chamado para ser padre – celebrar a missa como ele lá do altar diante do povo de Deus. Ouvindo o chamado divino, ingressei no Seminário dos Missionários Combonianos na cidade de Rebbio, cuja perspectiva de trabalho era e ainda é alimentar uma Igreja comprometida com a vida, voltada para os pequenos e os pobres, aliada aos movimentos sociais e engajada na busca de caminhos de vida, justiça e paz. Em seguida fiz o noviciado e Teologia na cidade de Venegônio. Tive como professores de Teologia o Pe. Sassella e Pesina e o Irmão Religioso Ciaponi. Este último viveu sua vida missionária no Estado do Espírito Santo, aqui no Brasil.



Em 12 de junho de 1954, fui ordenado sacerdote pelo Arcebispo de Milão, o Cardeal Ildeonso Schuster, declarado santo no ano de 1996. No dia 17 de julho de 1954, celebrei a primeira missa em Talamona, minha terra natal, e fui enviado em seguida para trabalhar na cidade de Tróia.



Em reflexão sobre a minha vida eu me perguntava: Será que foi por acaso? Ou ao contrário, foi fruto da graça alcançada pela santidade do Padre Cusini? Minha obediência a Deus não parou aí. Fui enviado pela minha congregação para assumir a missão de evangelizar, porém, desta vez, em terras muito distantes. Outro país me esperava, pois a vocação sacerdotal tem múltiplas maneiras de expandir largos ideais, inclinandoos a uma missão que com certeza destaca e confirma mais e mais a vocação espiritual.



Missão no Brasil



No ano de 1959 cheguei ao Brasil para tão grande e nobre missão, pois todo padre se prepara longamente na virtude e no saber. Costuma-se dizer que o padre deve ser santo, sábio e são. Santo na vida, para santificar o próximo; sábio, para instruir e são pra trabalhar na conquista das almas para Deus. Enfim, com estes desejos assim cheguei ao Estado do Espírito Santo para iniciar os meus trabalhos missionários na Diocese de São Mateus. Permaneci até o ano de 1965 como pároco da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, na cidade de Montanha. Minha segunda Paróquia foi a do Coração Imaculado de Maria, em Vinhático, onde residi até meados de 1975.



Em 23 de março de 1975 bati às portas das então longínquas terras do rincão do Estado de Mato Grosso – Araputanga. Esta data marcava o início de grandes mudanças na minha vida. Cheguei com o objetivo de evangelizar aquela gente, coordenando a estruturação de uma comunidade de fé, a Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Fátima. Antes de ir de vez para Araputanga estive lá por um convite de Padre Tiago.  Este ministrava um curso chamado Ministerial para leigos da região. Era 1974. Ali fui apresentado como futuro vigário. Já neste dia atendi confissões. Fiquei encantado com o povo e com a região, o que me impulsionou a pedir permissão a Dom Máximo Biennès, Bispo da Diocese de Cáceres, para ali trabalhar, ou seja, para ser padre em Araputanga. Obtive um sim generoso do senhor bispo. Padre Tiago,  com os fiéis, me fizeram uma recepção calorosa. O povo me aguardou na capela São João, de onde se seguiu uma passeata de bicicletas, charretes, carroças, cavalos, percorrendo as modestas ruas da cidade. Assim fui cumprimentado por todo o povo. Fui colocado no capô de um carro e rumamos em procissão para a capela São José, onde presidi a Eucaristia e tomei posse da Paróquia. Nesta ocasião Dom Máximo e Padre Tiago concelebraram esta memorável missa.



Tudo ainda era bastante precário, sendo necessário improvisar uma caixa de papelão encapada de papel alumínio que serviria de sacrário. Mas logo umas pias senhoras promoveram um chá de casa nova, para aquisição de utensílios básicos e alguns móveis para os inícios da casa paroquial. Contei com o apoio de pessoas generosas que me ofereciam refeições em suas casas; bem como lavavam e passavam minhas roupas, colaborando ainda na limpeza e organização da minha casa. Mais tarde a necessidade me fez contratar uma funcionária, a “Neguinha”.



Em pouco tempo comecei a visitar as localidades da paróquia, indo a pé, de bicicleta e a cavalo, fazendo o pastoreio das ovelhas de que o bispo me confiou celebrando missas, ouvindo confissões, batizando e realizando casamentos, aconselhando e orientado aquele povo de Deus. De lá para cá os trabalhos foram frutificando e a paróquia foi se estruturando. Com a ajuda de valorosos leigos muitos outros projetos foram realizados e vão se solidificando, tais como a Fundação Arco-Íris, Faculdade Católica Rainha da Paz, Coopnoroeste, Sicred, Escola Padre Anchieta, Mosteiro Nossa Senhora das Alegrias, entre outros.



Lema sacerdotal: “Fazei-me, Ó Maria, Ostensório de Jesus”.



Através deste lema sacerdotal, levo este grande valor, que comunico às almas: “plena confiança na Virgem Maria e na Divina Misericórdia do Sagrado Coração de Jesus”.



Motivação do Lema: Cresci e fui educado num ambiente familiar e paroquial de muita devoção a Nossa Senhora. O terço diário em família, a veneração a Nossa Senhora através das tantas capelinhas pelas ruas da vila e a paróquia dedicada a Nossa Senhora, tudo isto marcou o início da minha formação cristã. Entrando no seminário Missionário o Diretor Espiritual nos inculcou progressivamente e continuamente a devoção



Eucarística e a devoção mariana. Fomos encaminhados e consagrados a



Maria desde os primeiros anos como caminho de perseverança na nossa



Consagração a Jesus. Isso foi crescendo e se motivando sempre mais, sobretudo nos curso de filosofia e de teologia.



A minha total entrega a Jesus enraizou o meu lema: “Fazei-me, Ó Maria, ostensório de Jesus.” A total confiança em Nossa Senhora que preparou Jesus a ser o Salvador, ia preparar e conduzir também a mim, me formando para ser como Jesus: consagrado ao Serviço de Deus e dos Irmãos.



Baseando-me na experiência evangélica da vida de Jesus e Maria, nas várias relações entre os dois, acredito, plenamente, que o caminho mais perfeito, mais fácil e mais curto seja viver o ditado: “a Jesus por Maria”, pois Maria é Mãe e colaboradora de Jesus; sua vida e missão é Jesus. Portanto, sou filho de Maria para ser fiel discípulo e apóstolo de Jesus.



Além de me esforçar em viver pessoalmente esta ascética, procuro transmiti-la aos irmãos que Deus coloca no meu caminho de padre, confiando plenamente em Nossa Senhora e no Coração de seu filho Jesus. O Resto, tenho certeza que se realiza plenamente na minha vida sacerdotal como uma consequência natural.



Hoje, já com mais de 80 anos de idade, sinto-me feliz e realizado no ministério. Agradeço a Deus pelos benefícios realizados em minha vida, e, através do meu ministério, a todo o povo a mim confiado. Com um clero rejuvenescido na Diocese de Cáceres, rezo para que o Povo de Deus continue a ser atendido, segundo a vontade de Deus e a disposição dos seus ministros presbíteros, pois a messe é grande e os operários ainda insuficientes.