• 1.png
  • 3.png
  • 4.png
  • 5.png
  • 6.png
  • 7.png
  • 8.png
  • pe2.png



Equipe Diocese São Luíz


Pe. Celso Ferreira de Jesus




Ordena??o Diaconal: 2010-12-18
Ordena??o Sacerdotal: 2011-07-02
E-Mail: riobranco@diocesedecaceres.com.br
Idade:36anos
Endereço: Av. Sete de Setembro, 99 Rio Branco-MT 78.275-000
Telefone: (65) 3257-1104
Paróquia: Paróquia São Roque - Rio Branco





BIOGRAFIA



Nasci no dia 08/01/1983 às 5h, na cidade de Glória de Dourados –Mato Grosso do Sul- (MS). Sou o sétimo de uma família de nove irmãos. Sendo, duas mulheres, as mais velhas e sete homens. Meus pais se chamam Fidelcino Ferreira de Jesus e Julia Angélica de Jesus.  Foi difícil chegar à escolha do meu nome. Meu pai queria que meu nome fosse Celso, mas minha mãe e alguns irmãos defendiam o nome André. Depois de um boa “discussão” meu pai saiu vitorioso: decidiram chamar-me de Celso. Celso (do Latim: Celsius) aquele que está no alto, sublime, elevado, que veio do céu. Confesso que gosto muito do meu nome. Impulsiona-me a manter o coração no alto, em Deus.



Passaram-se noventa e oito dias e precisamente no dia 08/04/1983 chegou o primeiro grande momento da minha vida cristã: o meu batismo. Dia de muita alegria e festa para toda a família.



Pouco depois de completar três anos de idade, mudamos para o Estado de Rondônia, localidade chamada Guaporé. Lá permanecemos por apenas seis meses. Em seguida minha família mudou-se para a localidade de Nova Limeira no Estado do Mato Grosso. Nesta comunidade pude completar os estudos do Fundamental e ir inserindo cada vez mais na comunidade cristã. Aos nove anos de idade tive a alegria de conhecer o Pe. Mariano Callegari. Foi participando de suas missas e vendo seu jeito de viver que começou o meu despertar vocacional. Eu queria ser padre igual ao Pe. Mariano. Rezar missas, falar de Jesus. Na casa dos meus pais lembro que , por várias vezes,  eu ensaiava as missas. “Rezava missas para meus pais”. Com quase dez anos de idade eu disse pela primeira vez à minha mãe: “Quero ser padre”. A partir de então, continuei a vida normal que todo adolescente de família católica leva, com estudos, trabalhos, orações etc.



No ano de 1994 mudamos para o Distrito do Caramujo. Nesta localidade pude concluir meus estudos até a oitava série. Intensifiquei ainda mais minha vida na igreja. Em 1997 e 1998 participei de dois encontros vocacionais no seminário diocesano. Mas precisava discernir bem, por isso não decidi entrar já no seminário.



Chegou 1999 e mais uma mudança. Mudanças sempre trazem grandes novidades. Desta vez mudamos para o Município de Araputanga. Meu sonho em ser padre continuava no coração. Em Araputanga tive a grande alegria de conhecer o Monsenhor Celso (Padre Celso).



Logo começamos a conversar e deu-se início ao acompanhamento vocacional. Por oito meses praticamente todos os sábados eu pegava a minha bicicleta, percorria 18 Km para uma hora de conversa com Pe. Celso. Sempre terminávamos diante da imagem de Nossa Senhora de Fátima. Às vezes eu voltava logo de manhã, outras vezes, no domingo após a primeira missa. O que sou hoje devo muito, mas muito mesmo ao Pe. Celso. Minha eterna gratidão.



Depois de muitas conversas e acompanhamento vocacional ficou decidido que eu entraria no Seminário do Instituto Missionário Damasceno no Estado do Paraná. Finalmente no dia 11/02/2000 cheguei à cidade de Guarapuava-PR. Uma nova vida, um novo caminho a ser vivido,  com muitos desafios, alegrias e sempre com a presença de Nossa Senhora. Neste Instituto permaneci até Março de 2006. Sendo que de 2000 a 2003 morei em Guarapuava e de 2003 a 2006, em Curitiba. Final de 2006,  pedi transferência para a Diocese de São Luiz de Cáceres. No instituto pude concluir o Ensino Médio, três anos da Faculdade de Filosofia e toda a formação inicial da vida consagrada aspirantado, postulantado e noviciado. Sou profundamente grato ao Instituto por tudo o que aprendi e vivenciei.



Entrei no Seminário Maior São José da Diocese de São Luiz de Cáceres em Várzea Grande no início de 2007 para cursar os quatro últimos anos de Teologia. Minha eterna gratidão aos Bispos Dom José Vieira de Lima e Dom Antonio Emidio Vilar, aos dois reitores Padre Antonio Rogério Gonçalves e Pe. Valdomiro Assis Cuiabano e a todos no seminário pela acolhida que tive e a presença em minha formação sacerdotal.



Dia 18/12/2010, que alegria!!! Dia da ordenação Diaconal na Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Fátima- Araputanga-MT. Logo após a celebração fui designado a trabalhar como Diácono nesta mesma Paróquia junto ao Monsenhor Celso. Foram 8 meses de uma verdadeira Escola de vida e fé.



No dia 02 de Julho de 2011 realizava o sonho de infância, mais amadurecida, com ideais maiores e com a alegria de sempre em servir, em amar mais a Igreja em Ser de Deus. Fui ordenado Sacerdote para eternidade na Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Fátima - Araputanga-MT.  Nesta mesma celebração recebi a provisão de Vigário Paroquial da Paróquia Nossa Senhora Aparecida de Nova Olímpia - MT.



Em Nova Olímpia trabalhei por cinco (5) meses com o pároco, Pe. Eurico. No dia 24 de Dezembro me despedi da comunidade paroquial, pois eu havia sido designado para assumir a Paróquia São Roque - Rio Branco-MT.



No dia 29 de Janeiro de 2012 assumi como Pároco a Paróquia São Roque. Aqui continuo minha missão, procurando sempre servir com a alegria que vem do Senhor, buscando ser fiel ao chamado de Deus, a Cristo e à Igreja.



Meu lema sacerdotal


“Se permanecerdes em minha palavra, sereis verdadeiramente meus discípulos, e conhecereis a verdade, e a verdade vos tornará livres” (Jo 8, 31b-32a).



 Antes de começar a falar sobre meu lema sacerdotal vejo que é necessário voltar à minha ordenação diaconal e mencionar o lema que marcou aquele evento tão significativo para minha vida. O lema que escolhi para a ordenação diaconal foi este: “A quem enviarei? Quem irá por nós?” Respondi: “Aqui estou! Envia-me” (Is 6,8). Neste lema vejo impresso o sonho de Deus para conosco. A vontade dele de se relacionar conosco, estar junto de nós, nos amar e também nos enviar para falar do seu amor.



No lema da ordenação diaconal estava o desejo de Deus: enviar-me para a missão. Deus tinha dado o primeiro passo. Veio ao meu encontro, cercou-me de carinho. Agora era preciso responder a Ele. A resposta do homem a Deus requer que seja uma resposta de fé. O que é preciso para responder a Deus e ao seu amor? A fé. Crer na sua Palavra. Crer em Cristo, Palavra eterna do pai. Requisito primordial para ser verdadeiro discípulo, ser fiel até o fim: crer em Cristo, na sua palavra. Palavra que nos torna livres. Por este motivo, com um desejo ardente no coração de ser discípulo fiel de cristo até o fim, que escolhi este versículo. Para ser verdadeiro discípulo é preciso crer na Palavra. Esta tem o poder nos tornar livres. Porque ela é verdade. Neste mundo tão marcado pelo relativismo, o padre é o primeiro chamado a ser cooperador desta Verdade. A verdade que vem de Cristo. A Verdade que é Cristo.



É importante lembrar que este versículo me levou a fazer um olhar retrospectivo na minha vida vocacional. Hoje vejo que o dom que recebi de Deus era preciso fazê-lo frutificar. Não guardar para mim, num egoísmo exacerbado. A vida sacerdotal é um dom de si. Porém, ela só se torna dom de si, se pautada na fé. No crer. Assim, posso afirmar que quem crê se confia completamente a Deus e por isso não receia perder coisa alguma, tendo Ele como riqueza. Ele é a riqueza da minha vida e necessariamente de todos os cristãos se disporem a viver a partir da sua palavra e da sua misericórdia.



Quando dispomos a seguir Cristo é fundamental ter a certeza de que ele é o “Tudo” da nossa vida. Se o sacerdote não tem Cristo como “Tudo” de sua vida, sua vida torna-se mesquinha e dificilmente fará renúncias e esforços em seu ministério. Lembro aqui de uma belíssima frase de Papa Bento XVI: “Quem crê se despoja das próprias seguranças, torna-se humildade e assim pode fazer Deus entrar no coração, ser iluminado e estar repleto da alegria que nasce do encontro com Ele. Porém, quem crê teve antes a coragem de colocar-se a caminho”. (BENTO XVI, Minha herança Espiritual, Paulus, 2013, p.7).



Além da fé, outro aspecto marcante no meu lema sacerdotal é a Verdade. O mundo precisa desta Verdade. A Verdade absoluta é Cristo. E eu pobre trabalhador da vinha do Senhor sinto como que dependente desta verdade. Jesus Cristo, plenitude da verdade, é, portanto, o guia seguro para uma vida boa e feliz, fundada sobre a rocha do seu amor misericordioso e fiel.



O meu caminhar sacerdotal vejo que é um caminho com Cristo, plenitude da Verdade. Esse seguimento de Jesus é a fé ativa que une numa autêntica relação de amor, que comporta evidentemente obediência, sacrifícios e renúncias, mas que jamais nos deixa só na escuridão das horas da vida, porque há sempre a sua luz a iluminar o caminho. Esta é a alegria de segui-lo. Um Deus apaixonado por mim, que é Emmanuel, Deus conosco.



Penso que na vida da Igreja a fé é primordial porque é pressuposto para a acolhida da Revelação de Deus. Torna-se ainda mais exigente para um consagrado, para um sacerdote. É necessário ter sempre viva a centralidade da fé em Cristo. Bem expressou certa vez o Papa Bento XVI sobre esta centralidade em Cristo: “Quando se enfraquece a percepção dessa centralidade, também o tecido da vida eclesial perde a sua originalidade e se deteriora, decaindo num ativismo estéril ou reduzindose a esperteza política do sabor mundano. Pelo contrário, se a verdade da fé é posta com simplicidade e decisão no centro da existência cristã, a vida do homem é revigorada e reavivada por um amor que não conhece pausas nem confins” (BENTO XVI, Minha herança Espiritual, Paulus, 2013, p.25).



Por fim, digo que a fé nos leva a responder com gratidão e assentimento a um amor Maior. Ao amor primeiro com que Deus nos amou. Crer verdadeiramente em Cristo é tornar-se se livre. É ter a alegria em abundância. Verdadeira Alegria. A experiência dessa alegria que vem de Cristo, Verdade do Pai, comove, atrai o homem a uma adoração livre, não a uma prostração servil, mas o leva a inclinar o coração diante da Verdade que encontrou. Certo de que, o sacerdote que crê e ama assim, a Cristo, torna-se verdadeiro pastor e mediador, servo da “vinha”, do corpo eclesial que é o corpo de Cristo, e de cujo corpo, Ele mesmo é a cabeça.