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Equipe Diocese São Luíz


5º Dom Antônio Emídio Vilar, SDB




Ordena??o Diaconal: 1984-08-18
Ordena??o Sacerdotal: 1986-08-09
E-Mail:
Idade:62anos
Endereço: Rua General Antônio Maria, n°69 - Cx. Postal 250 - 78.200-000
Telefone: (65) 3223-1788
Paróquia:





BIOGRAFIA



Dom Antônio Emídio Vilar



Eu nasci de sete meses, em situação de risco. Mais tarde, ao saber de tudo o que me aconteceu, eu assumi tudo como meu. Dou graças a Deus pelo testemunho de fé de minha mãe que me confiou a Nossa Senhora naquele momento. A herança da fé de minha família mineira marcou-me profundamente. A vida pobre e digna, no estudo e no trabalho, sempre de muita oração, ajudou-nos, aos sete filhos, a darmos valor aos nossos pais. Eles me ensinaram a ser solidário com os doentes, os anciãos, os mais pobres, a cultivar laços fortes com os avós, tios, primos e agregados.



Tanto em Minas (Guardinha, São Sebastião do Paraiso) como em São Paulo (Batatais), nossa participação na igreja era intensa com missa diária, e terço diário em família. Meus irmãos sempre participaram da vida de igreja. Neste ambiente fui coroinha, entrei na Cruzada Eucarística e integrei o grupo de orientação vocacional guiado pelas irmãs salesianas. Aos onze anos de idade entrei no seminário Salesiano, na quinta série.



A vida na família salesiana me cativou. Nessa fase aprendi que santidade é alegria, no cultivo da graça de Deus e no cumprimento dos deveres. Dom Bosco, pai e mestre dos jovens, me atraiu. Sua escola de santidade educou como São Domingos Sávio e muitos outros jovens. Nesta vida dinâmica e missionaria, eu entendi sua frase: Deus colocou-nos neste mundo para os outros. Aos dezoito anos fiz a Consagração Religiosa Salesiana e segui nos estudos e na Pastoral em meios aos jovens, como assistente e professor em seminário e em obra social. Depois, passei cinco anos de estudos em Roma (1981-1986), no tempo do papa João Paulo II, do qual fui acólito e diácono. Ai reforcei o meu amor pela igreja e pela vocação salesiana.



A ordenação sacerdotal, após 18 anos de caminhada vocacional e formativa, foi um momento único em minha vida, o mais esperado. Ciente do compromisso sacerdotal na igreja, a serviço da humanidade, escolhi o lema que me ajudasse a seguir sempre em frente na vida cristã, religiosa e sacerdotal: Feliz quem ouve a palavra de Deus e vive a cada dia. Inspirei-me em Maria: seu exemplo de escuta e de pratica da palavra de Deus ensina a viver o Amor e a Fé. Foi isto que eu quis escolher para a minha vida de padre, a serviço do povo de Deus, especialmente da juventude. Muitos foram os padres e irmãos que me inspiraram e partilham comigo este ideal. Como padre, minha maior missão foi na formação de padres e religiosos: seminário menor, filosofia, teologia e noviciado. Cada experiência de formação foi temperada com a pastoral das paroquias e das obras sociais salesianas.



Ser bispo foi uma grande surpresa pra mim! Antes disso, em 2008, deixei de formar candidatos para a missão e fui, eu mesmo, exclusivamente para a missão. Fui enviado à paroquia e obra social do Bom Retiro, São Paulo. Este momento de felicidade e realização pastoral durou apenas seis meses. No dia 5 de julho de 2008, Dom Odilo me comunicou a nomeação: o Papa Bento XVI me nomeava para bispo de São Luiz de Cáceres, MT. Mudei de rumo: tive que conhecer de dentro o novo ministério e me preparar mais especificamente para ele. Quanta aprendizagem: fui ao encontro dos bispos do Regional Oeste 2 e conheci a nova família que me acolheu como irmão. Sou eternamente grato aos bispos deste regional pela amizade, carinho, espirito de comunhão e zelo pastoral testemunhados. O mesmo aconteceu no encontro dos bispos novos, organizado pela CNBB, em Brasília. Os bispos que nos apresentaram a nova vida foram verdadeiros mestre e testemunhas de amor por Deus e por seu povo. Como é bonita a Igreja de Jesus Cristo, dos apóstolos e seus legítimos sucessores!



Cáceres, pesquisei e fiz os primeiros contatos: localização, dimensões, paroquias, clero, religiosos(as), pastorais, movimentos. Dom José Vieira de Lima, o antecessor, me visitou em São Paulo. Como pai, irmão e amigo me apresentou a Diocese nos mínimos detalhes. Visitei Cáceres e conheci seu zeloso clero missionário, verdadeiros animadores desta família diocesana.



A ordenação episcopal me fez reviver a ordenação sacerdotal: não dá mais pra voltar, o barco está em alto mar! Eu pude me aprofundar ainda mais no seguimento de Jesus Cristo: é a hora de lançar as redes para águas mais profundas. O contexto inspirou meu lema episcopal: a vida pelas ovelhas (Jo 10,11). Cristo, Bom Pastor, entrega-se sem reservas a serviço do rebanho. O coração de Jesus, o Bom Pastor, é fonte e meta do ministério.



A posse na Catedral de Cáceres, me impressionou muito! A acolhida da família Diocesana fez-me sentir a presença e ação de Deus em tudo: em cada gesto e palavra, em cada sorriso e em cada sinal de comunhão e de fé. Eu pude ver nas pessoas a certeza da oração pela nova missão de pastor desta família diocesana. Acompanharam-me de São Paulo a Cáceres, os meus pais, duas irmãs e um cunhado, com alguns salesianos padres. Eles vieram conhecer a nova família e fazer a entrega definitiva.



A nossa Diocese tem uma história neste território de Pantanal, Amazônia e Cerrado. E eu cheguei no contexto da celebração do seu centenário. A memória dos protagonistas da missão veio renovar nossos compromissos e inspirou o novo Plano Diocesano de Pastoral, à luz da Conferência de Aparecida: Ano catequético, Ano Centenário, Ano de Formação dos discípulos missionários e Ano das Santas Missões Populares. As Santas Missões continuam; o cuidado dos cuidadores, do clero, é uma meta sempre atual. Este livro faz parte deste projeto. Urge cuidar das vocações: SAV, seminários e pastoral presbiteral. Que a família Diocesana se anime e se renove a partir da cabeça para atingir, assim, todo o corpo.



Enfim dou graças a Deus por minha vida e vocação, e por suscitar, a cada passo, uma família em que sou gerado, educado, chamado, consagrado e enviado: família Vilar, Igreja, Salesiana, Presbiteral, Episcopal, Diocesana.



Sim, eu creio neste plano de amor da família Trinitária: no Amor do Pai e do Filho que se comunicou, pela ação, luz e força do Espírito Santo. Cada expressão de família, que vivi revela-me Deus Amor. Vale a pena viver esta aventura de Amor, doando a própria vida, pois há mais alegria em dar do que receber!