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Equipe Diocese São Luíz


Pe. Hélio Ribeiro Melchior




Ordena??o Diaconal: 2005-02-26
Ordena??o Sacerdotal: 2008-10-05
E-Mail:
Idade:45anos
Endereço:
Telefone:
Paróquia: Paróquia São José, Figueirópolis D’Oeste - Pároco: Pe. Hélio Ribeiro Melchior





BIOGRAFIA



Nasci em 25 de Julho de 1974, na cidade de Dom Aquino- MT e fui ordenado padre em 08 de outubro de 2005, Nova Lacerda – MT. Lema Sacerdotal: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai a Boa Nova a toda criatura!” (Mc 16,15) O anúncio da Boa Nova de Jesus sempre foi, para a comunidade cristã, uma urgência e também uma exigência. O próprio Ressuscitado deixa esta ordem aos seus apóstolos. Era preciso partilhar com os outros a riqueza dessa experiência vivida por eles, que lhes causou uma tremenda alegria: o grande mistério da salvação de Deus, revelado por seu Filho Jesus Cristo.


Essa experiência marcou profundamente a vida dos discípulos de Jesus. De tal modo que eles já não podiam se calar diante desta maravilha. Era preciso anunciar. Foi assim que se tornaram as primeiras testemunhas deste fato extraordinário. Obedientes ao mandato do Senhor, saíram a anunciar, primeiro aos judeus e depois a todos os povos.


É uma exigência porque esta tarefa requer dos discípulos fé, coragem, desapego de si mesmos, de seus projetos, de sua família, de sua terra... Exige um grande esforço para se adaptarem a outros povos e culturas. Não foi nada fácil. Enfrentaram muitos obstáculos como as distâncias, as incompreensões por parte de muitos, diante da novidade do anúncio, resistências, perseguições, violências, prisões e mortes. Foi através do trabalho árduo, da fidelidade de tantos homens e mulheres corajosos a Jesus Cristo, que o Evangelho se expandiu, atravessou as fronteiras e chegou até nós.


Jesus Cristo chamou pessoas simples para estarem com Ele, aprenderem com Ele, se tornarem pescadores de homens. Pessoas limitadas, mas encantadas com o ensinamento deste novo Mestre de Israel. Dispostas a deixarem tudo para O seguirem. Caminhando com o Mestre, foram aprendendo os segredos do Reino de Deus, a viverem em fraternidade, humildade, partilha e serviço. Na convivência com Jesus, aprenderam principalmente a confiar e esperar em Deus, que é Pai amoroso, misericordioso e providente. Pai que jamais abandona e quer oferecer o melhor aos seus filhos.


Deus chama porque “a messe é grande” e precisa de colaboradores. Chamou Abraão, pediu que saísse de sua terra, de perto dos seus e se colocasse a caminho. A ele prometeu descendência numerosa e estabeleceu uma Aliança. Abraão acreditou em Deus e se tornou o nosso pai na fé. Chamou Moisés e o enviou ao Egito para libertar o seu povo da escravidão; este o conduziu na travessia do deserto, rumo à terra prometida. Chamou Juízes, para organizarem as tribos dos filhos de Israel e combater os inimigos que os ameaçavam. Chamou Reis para governar o seu povo. Chamou muitos Profetas, na esperança de reconduzir o povo ao caminho proposto por Deus. 


Todo chamado para o trabalho na “vinha” do Senhor, exige disposição e coragem para responder: “Eis-me aqui, envia-me” (Is 6,8). Quase sempre aquele que recebe o chamado reluta em aceitar. Reconhece suas limitações, suas fraquezas, sente medo e insegurança, se justifica dizendo que ainda não está preparado para responder adequadamente e à altura, as exigências de tão grande missão. A tentação é de confiar somente em si, em suas capacidades, reconhecer que não tem conhecimento e as qualidades necessárias, nem jeito e coragem para falar; não responder, não dizer sim; deixar que apareça outra pessoa mais preparada; se livrar. 


Realmente o chamado provoca na pessoa uma tremenda inquietude. É a voz do próprio Deus falando na intimidade de nossa consciência: “Coragem! Não tenha medo, Eu te ajudarei”. O certo é que Deus nos chama a caminhar com Ele e no decorrer do caminho, vai nos capacitando e fortalecendo com o seu Espírito, para enfrentarmos os desafios provenientes da missão, com coragem e perseverança. Não sei exatamente como e quando acontece, nem bem como explicar, o que sei é que desde pequeno gostava de ouvir falar de Deus, parece que me sentia atraído por Ele. Os comentários que minha mãe fazia a respeito das histórias dos grandes personagens bíblicos, contidos na Bíblia da Criança, me deixavam pensativo. Semialfabetizada, o seu ensinamento se baseava mais nas figuras que ilustravam as páginas do livro, do que no texto escrito. Apesar de suas limitações, foi uma grande catequista. Mulher de fé e oração, ensinava mais com o próprio exemplo. Recordo-me que o tempo da Quaresma era vivido com muito respeito, com a reza do Terço em família e outras devoções. Também em outras ocasiões como a Festa de São João e o Natal. 


Morávamos distante da cidade e como não havia nenhuma comunidade mais próxima, poucas vezes fui à Igreja, numa Celebração Eucarística, quando criança. Isso somente foi possível quando, aos nove anos, minha família mudou-se para o município de Salto do Céu. Foi quando tive a oportunidade de frequentar a catequese e aos onze anos recebi o Sacramento do Batismo e a Primeira Comunhão. Gostava de participar de Grupos de Reflexão, ajudar nas Celebrações da Palavra como leitor, frequentar Grupos de Jovens, e principalmente os Cursos de Reflexão Bíblica, organizados pelo Movimento da Boa Nova. Esses momentos foram de fundamental importância para o meu crescimento como cristão engajado. 


Quando fui convidado por Pe. Pedro Antonio, então pároco, se queria fazer uma experiência no Seminário Menor, não hesitei, disse sim. Foi quando fiz a primeira experiência de sair da minha terra, deixar os familiares, os amigos e partir. O Senhor disse a Abraão: “Sai da tua terra, do meio de teus parentes, da casa de teu pai, e vai para a terra que eu te vou mostrar” (Gn 12,1). 


Foram dias muito difíceis: o apego e a segurança da família e dos amigos, a saudade quase insuportável de tudo e de todos, a dificuldade para se adaptar ao novo ambiente e a tentação constante de voltar atrás. “Senhor, permite-me que primeiro eu vá enterrar meu pai” (Mt 8,21). “Todo aquele que tiver deixado casas,  irmãos, irmãs, pai, mãe, filhos ou campos, por causa do meu nome, receberá cem vezes mais e terá como herança a vida eterna” (Mt 19,29) Também foi um tempo muito rico de novas experiências, de formação, aprendizado, crescimento humano e cristão, de sobrevivência com poucos recursos, de experimentar a graça e a providência de Deus, a fraternidade e solidariedade das pessoas e dos companheiros de Seminário. Tempo de amadurecimento na fé e na escuta de Jesus Cristo, que continuava a chamar: “Vem e segue-me”.



Ao concluir os estudos Teológicos ainda perdura aquela sensação de insegurança diante da etapa que estava por vir. Tomado pelo medo, foram tantas as vezes que me questionava: Será que eu já estou preparado para enfrentar e responder os desafios de tão grande missão? Sinto-me tão fraco e pequeno! “Soprava um vento forte, e o mar estava agitado” (Jo 6,18). “Avance para águas mais profundas e lançai as vossas redes para a pesca” (Lc 5,4) Já não era possível adiar mais. Eis que era chegada a hora da ordenação diaconal, que ocorreu aos 26 de fevereiro de 2005, na Catedral, em Cáceres. Em seguida veio o estágio diaconal na Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Mirassol D'Oeste, junto ao Pe. Edson Luiz Dias,  até à ordenação presbiteral, ocorrida aos 08 de outubro do mesmo ano, na Comunidade Nossa Senhora do Carmo, em Nova Lacerda. 


Foi um ano em que vivi fortes emoções. Um misto de sentimentos de insegurança, medo, de crise de identidade... Mas, também tive a certeza de que o Senhor jamais abandona os seus. Ele sustenta, fortalece e capacita.


Diante de uma transferência de Paróquia, a convite do Bispo, como ocorreu em 2009, quando assumi a Paróquia Nossa Senhora da Penha, Salto do Céu e mais recentemente a Paróquia São José, Figueirópolis D´Oeste, tenho a sensação de reviver um pouquinho aquela experiência feita pelos Apóstolos, sob a ordem do Ressuscitado: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai a Boa Nova a toda criatura” (Mc 16,15). Deixar a segurança e avançar para o desconhecido, nos preocupa, desestabiliza, gera medo e angústia.


Quando escolhi esta frase bíblica como lema sacerdotal, já imaginava o desafio inerente a esta missão: ir ao encontro de pessoas desconhecidas, partilhar com elas a vida, a fé e os dons recebidos de Deus. Participar de suas alegrias e esperanças, de suas angústias, dores e sofrimentos. Sabia que poderia ser acolhido por uns e incompreendido por outros.


Nesta caminhada terrena feita de alegrias e tristezas, erros e acertos, com a graça de Deus vou seguindo cheio de esperança, combatendo o bom combate da fé, até o dia em que completar a corrida. Na firme certeza de que o Senhor caminha conosco, como prometeu aos discípulos: “Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos” (Mt 28,20). O exemplo de tantos missionários vindos de terras distantes, é sempre um grande incentivo e motivação para continuar firme na missão.