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Equipe Diocese São Luíz


Pe. Osvaldo Schaffer Perreira, SDB




E-Mail: barradobugres@diocesedecaceres.com.br
Idade:58anos
Endereço: Rua Pedrito Ribeiro Taques, 315 Centro - Barra do Bugres/MT - 78.390-000
Telefone: (65) 3361-1248
Paróquia: Paróquia Santa Cruz - Barra do Bugres





BIOGRAFIA



Na cidade de Villarrica do Espírito Santo (Paraguai), no dia 09 de Setembro de 1961, nasceu Osvaldo Schaffer Pereira, filho de Juan Osvaldo e Irene Mafalda, além de três outros irmãos: Celiano Adolfo, Eliesser e Juan Osvaldo. 



De uma família simples, onde o amor, trabalho, alegria e esperança eram sinal da presença atuante do Deus da vida, na  casa aprendeu o serviço gratuito para com os outros mais fracos e necessitados.



Desde criança frequentava o pátio salesiano (oratório festivo), morava há três quadras da obra dos padres salesianos. Era imperdível os finais de semanas o cinema, os jogos de futebol nas quadras com os colegas e vizinhos do bairro. Uma infância muito boa onde a alegria, a partilha e o espírito salesiano eram a força e o alicerce para nossa vida.



Os estudos primários foram feitos no Colégio Dom Bosco, na cidade de Villarrica, onde recebeu uma formação humana e cristã dentro do carisma dos salesianos.



Ele ficou muito impressionado com o jeito dos padres, sempre alegres, brincando, animando e dando umas palavras de animação para cada um de nós. Pensou: “eu posso ser como eles”, e senti o chamado de Jesus: “vem e segue-me”. Sentia o chamado de Jesus de ser um padre, sonhava em ser um missioneiro junto aos jovens.  Falou com um dos padres e começou a fazer parte do grupo dos Amigos de Domingos Sávio, assim iniciando um caminho vocacional. 



Acabados os estudos do colegial, iniciou a Faculdade de Direito e trabalhava em um escritório de advogados. Ao acabar a faculdade, trabalhou no Fórum de sua cidade no Juizado do Crime.



Como uma maneira de perseverar na vocação sacerdotal, os padres salesianos o convidaram para trabalhar na escola junto com as crianças, sendo animador dos esportes do Colégio Dom Bosco, e ser monitor dos acampamentos dos jovens colegiais. Passaram-se uns dez anos fazendo esse serviço de animação na escola e no oratório festivo, de sorte que fundaram um Grupo de Escoteiros  na cidade.



Foi convidado para participar do Cursilho de Cristandade Jovem,  fez a experiência e ficou fazendo parte da diretoria do Cursilho. Aí tomou uma decisão depois de três intentos de ingressar no Seminário Salesiano e se deu um prazo de um ano para decidir o que fazer com sua vida.



Uma decisão difícil,  mas apaixonante.



Não foi fácil tomar essa decisão...  escutava o chamado de Jesus: “vem e segue- me”.  Era como o jovem rico do Evangelho,  não queria deixar a família, os amigos e as coisas que estava fazendo... mas,   um dia pegou suas malas e foi no Seminário Salesiano onde iniciou um caminho de entrega ao Senhor. Isso aconteceu no início de fevereiro de 1.990. 



Desde seu ingresso ao Seminário ficou apaixonado por Jesus como Bom Pastor. Descobrir essa faceta de Jesus foi muito interessante e ajudou-o a se formar como pastor e educador.



Passou sua experiência de seminário por Assunção (Paraguai), La Plata (Argentina) e Santiago (Chile): foram anos de estudos e preparação do coração de pastor e educador.



No dia 18 de Setembro de 1.999 na sua cidade, no Colégio Dom Bosco, que estava iniciando a celebração dos 50 anos da presença salesiana em Villarrica, foi ordenado Presbítero pela oração Consecratória e imposição das mãos de Monsenhor Sebelio Peralta Alvarez, Bispo da Diocese de Villarica do Espírito Santo, e assim iniciava um novo caminho de consagração a Deus para o serviço do Povo, de maneira especial para a juventude.



O lema sacerdotal que escolheu foi:  “Ninguém tem amor maior do que aquele que dá a vida pelos amigos”(Jn 15,13); sentia esse grande amor de Deus na sua vida e queria transmitir aos demais com seu ministério presbiteral, de maneira especial aos jovens e os mais pobres.



Como padre foi vigário e depois pároco na Paróquia Domingos Sávio, em Fernando de la Mora (Paraguai), Reitor do Seminário Salesiano (filosofia) e Diretor do Instituto Salesiano de Estúdios Filosóficos (ISSEF) em Assunção, também no Paraguai.



Vida de Missionário



Em diálogo com seus superiores,  pediu para fazer uma nova experiência pastoral fora do Paraguai e foi enviado ao Brasil. Morou um ano em Araras(SP) e quatro anos em São Paulo (SP), onde trabalhou na Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, do Bom Retiro, acompanhando os migrantes latinos (de maneira especial, os bolivianos e paraguaios) que moravam  nessa grande cidade.



Conheceu a Diocese de Cáceres (MT),  através de um convite do Pe. Celso Ducca, Pároco de Araputanga, que o convidou por intermédio do Bispo Dom Antonio Emídio Vilar, para vir para confessar na Paróquia de Araputanga por três vezes. Ficou impressionado com a realidade pastoral da Diocese de Cáceres e fez um pedido aos seus superiores salesianos e ao Bispo  Diocesano de  fazer uma experiência missionária aqui no Mato Grosso. O pedido foi aceito. 



Desde o dia primeiro de julho de 2011, começa a morar e trabalhar na Paróquia Nossa Senhora do Pilar, de Jauru (MT), junto a um grande pastor, o Pe. Adão Francisco.



Partilhamos o seu lema sacerdotal que dá força e o norte do seu serviço presbiteral: “Ninguém tem amor maior do que aquele que dá a vida pelos amigos” (Jo 15,13).



Na sua família percebeu o grande amor de Deus com todos, por meio de seus pais, irmãos e os colegas da infância. Os estudos, as brincadeiras, o futebol, a pesca, os passeios com os colegas, foram meios gratuitos da presença do Deus da vida, e teve o olhar  dessa sua realidade, quando estava no seminário. Ali compreendeu que na sua história sempre estava presente a graça de Deus, e tinha a necessidade de transmitir esta experiência aos demais, e o método foi aprendendo devagar ao conhecer mais a espiritualidade salesiana. Assim, a figura de Jesus, o Bom Pastor foi gerando em si um grande atrativo e motivação para seguir o caminho vocacional. Ser um bom pastor não era brincadeira, para isso necessitava de uma força de vontade e fazer o caminho certo de formação e com contato com a realidade juvenil.  Durante os anos de formação o seu norte era Jesus, o Bom Pastor, que foi assumido de uma maneira eficaz por São João Bosco, seu guia espiritual Então a escolha do seu lema sacerdotal está dentro da espiritualidade do Bom Pastor, que é capaz de dar a vida por seus amigos, por amor a Jesus.



            O amor como fundamento



O lema sacerdotal que escolheu faz parte de um comentário da imagem da videira e os sarmentos no capítulo 15 de São João, que nos deixa claro que, permanecer na videira que é Cristo, o amor, estamos preparados para viver o seu exemplo junto aos irmãos e irmãs. Amar e amor são dois termos chaves neste capítulo. Permanecer no amor de Jesus, amar aos irmãos e fazê-lo com sacrifício da própria vida, é a ideia chave.



O amor cristão entendido por João, concretamente é o amor dinâmico, progressivo e paralelo. O amor mútuo do Pai ao Filho que passa por Cristo aos discípulos e destes aos irmãos: “Como o Pai me amou, eu vos amei: permanecei no meu amor” (Jo 15,9).  Amor e vida são conceitos e realidades equivalentes na literatura joanina. Jesus afirma que o amor é a fonte do que antes dizia sobre a vida no seu discurso sobre o pão da vida. “Como o Pai que vive me enviou e eu vivo pelo Pai, assim quem me tomar como alimento viverá em mim” (Jo 6,57).



E como permanecer no amor de Cristo? “Se cumprirdes meus mandamentos, permanecereis em meu amor; assim como eu cumpro os mandamentos de meu Pai e permaneço em seu amor”(Jo 15,10).  A frase de  Jesus é similar àquela outra: “ Se alguém me ama cumprirá minha palavra” (Jo 14,23). As expressões  “o que me ama” e “permanecereis no meu amor”, entendidas à luz de todo a mensagem de Cristo é semelhante à “aquele que ama ao irmão me ama a mim. Por que, quem pode estar seguro de amar a Deus e Jesus a quem não vê, se não ama ao irmão a quem vê?” (1Jo 4,20).



Amar a Jesus é guardar seu mandamento básico. O Amor e a obediência cristã não se excluem, mas sim dependem mutuamente  um do  outro. Porque o amor brota da obediência, e esta por sua vez expressa e aumenta o amor. Assim, mutuamente se apoiam e se plenificam.



Podemos falar que Cristo é reiterativo no mandamento do amor. Este mandato não é uma lei imposta desde fora, sim uma resposta e necessidade que brota de dentro, do amor que temos recebido de Deus, de nossa condição de amados e nascidos de Deus pelo Espírito de Jesus. 



O mandamento do amor que nos dá Jesus, mas que uma exigência ou uma lei, contêm um evangelho, uma alegre noticia, porque significa a resposta natural e agradecida própria do bem nascido, a um amor que nos precedeu primeiro: de Deus e de Jesus, a cada um de nós.   



O amor em que permanece o discípulo, se cumpre a palavra de Jesus e seu mandamento sintético, básico e definitivo. Pois bem, esse amor tem uma medida prévia: o carinho de Jesus aos seus: e tem também um modelo que é a forma original do mesmo: “Como o Pai me tem amado, assim eu os tenho amado”. Quando Jesus fala: “como eu os tenho amado” está aludindo à entrega de sua vida, o qual constitui a máxima prova e garantia do amor, pois: “Ninguém tem amor maior do que aquele que dá a vida pelos amigos”(Jo 15,13).



Amor com sacrifício e com total entrega de si mesmo para dar-se ao irmão necessitado, triste, deprimido, sozinho, idoso, doente, preso, migrante... é amor verdadeiro. Como o amor de Jesus e como tantos santos.



Amar e ser amado em Cristo é gratuidade, é amizade, doação e entrega de si mesmo, alegria e plenitude humana, respeito e liberdade autêntica, compreensão e aceitação sem reservas do irmão, sem discriminação, obediência responsável e submissão amorosa ao querer de Deus. Todo amor sincero nasce de Deus, porque Ele é o amor original, em que somos admitidos por sua grande ternura e benevolência.



Junto com seu conceito de amor, Cristo nos dá, também, sua alegria e sua amizade. Ambas nascem dessa obediência que é comunhão de vida com Ele pelo amor.  



Jesus vincula à alegria do discípulo a fidelidade e permanência em seu amor e a obediência a seus mandatos, o mesmo que ele respeita do Pai. Assim, a felicidade está em relação direta com a capacidade de sacrifício, porque nele reside a possibilidade de comunicar amor e vida. Só dando vida e alegria, se possuem e se aumentam, só amando com o amor com que Deus nos ama, vivemos e participamos da alegria vital de Cristo. 



É de se lembrar como hoje ainda quando estava deitado na Missa de ordenação, cantando as ladainhas, ele fez uma oração a Jesus e pedia que amar e dar a vida para ele seria a disponibilidade para com os jovens e o povo de Deus; ser sempre obediente à Sua palavra para dar vida em abundância.



Acredita que até hoje, viver seu lema sacerdotal todos os dias, o ajuda a ser fiel no serviço do Reino. Nos encontros com os jovens, na formação juntos aos seminaristas, na caminhada com os migrantes, e agora fazendo a pastoral com o povo simples e alegre, são sinais da presença deste Deus da vida na sua realidade presbiteral.



Nos momentos de dificuldade e tristeza foram iluminados para “dar a vida na disponibilidade” e o ajudaram para retomar a força para seguir vivendo, anunciando o caminho da santidade evangélica. 



Dar a vida é uma consequência de sentir na própria carne o grande amor de Deus e transmitir aos demais com alegria, esperança e serenidade o que Jesus nos pede: anunciar o Reino aos mais fracos e pobres.