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Equipe Diocese São Luíz


Pe. Valdomiro de Assis Cuiabano




Ordena??o Diaconal: 2006-03-18
Ordena??o Sacerdotal: 2006-10-21
E-Mail:
Idade:43anos
Endereço:
Telefone:
Paróquia:





BIOGRAFIA



Nasceu no dia 05 de Agosto de 1977, em Cáceres (MT), é filho de Leonidia Assis Cuiabano e Melguildes Gomes de Oliveira.  Fez os Estudos do 1º grau na Escola Leopoldo Ambrósio Filho, no Bairro DNER; e os estudos do 2º grau na Escola Raimundo Cândido dos Reis no centro da cidade de Cáceres.



É preciso saber mais



Já os Estudos Filosóficos e Teológicos foram feitos nos anos de 1999 a 2005 no Studium Eclesiástico Dom Aquino Correia, hoje Faculdade SEDAC, em Várzea Grande (MT).



Foi ordenado diácono no dia 18 de Março de 2006, na Catedral São Luiz , em Cáceres, pela imposição das mãos e preces de Ordenação de Dom José Viera de Lima, bispo diocesano.



O tema de ordenação diaconal foi o seguinte: “Servidores de Cristo e administradores do Reino de Deus” (1Cor 4,1). “Não ser servido, mas servir”. (Lc 20,28)



O escravo, o servo é aquele que está de prontidão o tempo todo para servir o seu senhor. “Os servidores de Cristo” a qual o tema se refere é justamente  ficar à disposição o tempo todo para servir a Cristo e à sua Igreja.



Olhando para a história salvífica iremos encontrar muitos modelos de pessoas que foram exemplos de servidores, como os profetas, os reis, os apóstolos, os mártires e santos. Mas o tema ressalta o exemplo do próprio Jesus Cristo como modelo e exemplo de serviço: “O Filho de Deus não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate de muitos”(Mt 28,20). Mas quero apoiar também no texto de João 13, onde Jesus lava os pés dos discípulos.



O exemplo dado por Jesus



 “Depois de lavar os pés dos discípulos, Jesus vestiu o manto, sentou-se de novo e perguntou: "Vocês compreenderam o que acabei de fazer? Vocês dizem que eu sou o Mestre e o Senhor. E vocês têm razão; eu sou mesmo. Pois bem: eu, que sou o Mestre e o Senhor, lavei os seus pés; por isso vocês devem lavar os pés uns dos outros. Eu lhes dei um exemplo: vocês devem fazer a mesma coisa que eu fiz. Eu garanto a vocês: o servo não é maior do que o seu senhor, nem o mensageiro é maior do que aquele que o enviou. Se vocês compreenderam isso, serão felizes se o puserem em prática”.



Nesse gesto de lavar os pés dos discípulos que Jesus realiza, o evangelista João quer ressaltar que aquela ação é muito mais que uma foto contingente, mas é um episódio que coloca os discípulos diante de um grande mistério. Jesus afirma: “Eu lhes dei exemplo”. Esse exemplo a qual Ele se refere, não é apenas lavar materialmente os pés dos irmãos todas as vezes que senta-se à mesa. Mas é doar a própria vida ao irmão.



Só conseguiremos nos  aproximar desse mistério, se refletirmos bem o que está escrito na epístola aos Filipenses 2: “Ele tinha a condição divina, mas não Se apegou à sua igualdade com Deus. Pelo contrário, esvaziou-Se a Si mesmo, assumindo a condição de servo e tornando-Se semelhante aos homens. Assim, apresentando-Se como simples homem, humilhou-Se a Si mesmo, tornando-Se obediente até à morte, e morte de cruz”!. Ou seja, Jesus sabia da sua condição divina, mas seu rebaixamento, a sua atitude de servo foi uma opção.



Ser maior, para servir mais



Segundo o evangelista São Lucas, no contexto da Ceia estava havendo uma discussão entre os discípulos de quem seria o maior no Reino de Deus, e Jesus antes de pegar a bacia diz: “Pois bem, quem é o maior: quem está à mesa ou quem está servindo? Não é aquele que está à mesa? Eu, porém, estou no meio de vocês como aquele que serve” (Lc 22,27). Por isso, a reação de São Pedro quando Jesus vai levar os seus pés: “Senhor, tu me lavas os pés?” (Jo 13,6).



Jesus que mesmo “sabendo que o Pai lhe havia colocado tudo em suas mãos, que viera de Deus e que voltava a Deus”, despoja-se de suas vestes, cinge-se de uma toalha que é o traje do servo e se põe a lavar os pés dos discípulos. Neste gesto, Jesus quis reassumir o sentido de sua vida para que permanesse para sempre na lembrança dos discípulos, e para que um dia, pudessem entender: “O que faço, vocês não entendem agora, mas depois compreenderão” (Jo 13,7). Jesus mostra aos seus que a sua vida, do começo ao fim, foi um lava-pés, isto é, uma vida vivida para servir aos outros.



Portanto, Jesus nos deu o exemplo de uma vida dedicada aos outros, uma vida feita “pão partido para o mundo”. E com as palavras: “Façam vocês também como eu tenho feito”, Jesus institui a diaconia, isto é, o serviço, e o põe como lei fundamental, ou melhor, como estilo de vida e modelo para a Igreja em todos os seus trabalhos. Por isso, a escolha do tema de ordenação relacionado ao serviço, tanto o de ordenação diaconal: “Servidores de Cristo e administradores dos mistérios de Deus” (ICor 4,1): “Não ser servido, mas servir” (Lc 20,28); e o tema da ordenção presbiteral:



“Ide, pelo mundo inteiro e anunciem o evangelho” (Mc 16,15), pois, “Deus não escolhe os capacitados, Ele capacita os escolhidos”, pois, foi o melhor exemplo que o Filho de Deus nos deixou: “O Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua via em resgate de muitos” (Lc 20,28); “Eis que eu estarei convosco todos os dias da vida de vocês até o fim do mundo” (Mt 28,20).



Administrar os mistérios de Deus



A segunda parte do tema “administradores dos mistérios de Deus”, também está relacionado à essa entrega. Sabemos que o “adminsitrador” é uma pessoa que organiza, lidera, toma decisão em nome de uma organização, uma instituição ou empresa, ou seja, fala e toma decisões em nome de alguém, e no  caso do sacerdote, administramos aquilo que é de Deus e da Igreja. Assim sendo, temos em nossas mãos em comunhão com o nosso bispo e o presbitério o múnus de ensinar, santificar e governar, mas tudo à serviço de Jesus e da Igreja.



Com a escolha do tema, procuramos exercer essa tríplice função em nome do bispo com muita alegria, e com plena consciência, que não somos o dono do local onde estamos servindo e administrando, mas apenas cuidamos, protegemos, organizamos e orientamos para Deus.



Com base no tema de ordenação diaconal: “Servidores de Cristo e administradores dos mistérios de Deus” (ICor, 4,1): “Não ser servido, mas servir”; e com o desejo no coração de sempre seguir os passos do Cristo servidor, veio a inspiração para o tema de ordenação presbiteral: “Ide pelo mundo inteiro e anuncie o evangelho” (Mc 16,15). Pois, “Deus não escolhe os capacitados, Ele capacita os escolhidos”.



Exemplo dos santos de ontem e de hoje



Esse tema foi escolhido pelo contexto bíblico e teológico de confiança em Deus e não confiar apenas na força humana. Apoiar na história da salvação, da história daqueles que são chamados por Deus para realizar uma missão, mas que acham indignos frente a tal tarefa.



Podemos buscar tanto no antigo Testamento, quanto no Novo Testamento pessoas que também confiaram em Deus diante de uma missão um pouco difícil. No texto de Êxodo, capítulo 3, encontramos a história da vocação de Moisés que confiou na proteção de Deus diante da missão confiada a ele: “Por isso, vá. Eu envio você ao Faraó, para tirar do Egito o meu povo, os filhos de Israel".  Então Moisés disse a Deus: "Quem sou eu para ir até o Faraó e tirar os filhos de Israel lá do Egito?"  Deus respondeu: "Eu estou com você, e este é o sinal de que eu o envio: quando você tirar o povo do Egito, vocês vão servir a Deus nesta montanha” (Ex 3,10-12).Temos também a história de Davi que não tinha tanta força física, mas derrotou o gigante Golias graças ao auxílios divinos: ”Assim feria o teu servo o leão, como o urso; assim será este incircunciso filisteu como um deles; porquanto afrontou os exércitos do Deus vivo. Disse mais Davi: O SENHOR me livrou das garras do leão, e das do urso; ele me livrará da mão deste filisteu. Então disse Saul a Davi: Vai, e o SENHOR seja contigo” (1Sm 17,36-37).Temos também a história da vocação de Jeremias, que achava indigno diante da missão: “Então disse eu: Ah, Senhor DEUS! Eis que não sei falar; porque ainda sou um menino. Mas o SENHOR me disse: Não digas: Eu sou um menino; porque a todos a quem eu te enviar, irás; e tudo quanto te mandar, falarás. Não temas diante deles; porque estou contigo para te livrar, diz o SENHOR.( Jr 1,6-8).



Jesus escolhe os apóstolos, simples pescadores, como Pedro, humilde e rude, mas que confia em Jesus, e Ele dá a chave da Igreja a Pedro: “E eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céu (Mt 16,19). 



Temos ainda, São João Maria Vianney que é considerado patrono dos vigários paroquiais, mas que tinha muitas dificuldades nos estudos filosóficos, teológicos e do latim. Mas que foi muito santo no seu ministério, sobretudo, através da visita e do Sacramento da confissão. E por fim, podemos acrescentar a escolha do papa Francisco, que é uma pessoa humilde, simples, mas busca a santidade através do exemplo de vida. Um desafio muito grande nesse tempo em que as pessoas olham apenas para o exterior, o material, e não o exemplo de vida.



Com base nesses nomes citados acima e muitos outros da nossa história, do cristianismo que foi escolhido o tema relacionado com a missão onde Jesus escolhe, envia para anunciar a Boa Nova, mas continuar animando e protegendo os que respondem sim à missão começada por ele.



Dessa forma, Deus não escolhe os capacitados, mas capacita os escolhidos. Isso é um dado de fé, é sinal de confiança na presença de Jesus com base na promessa feita pelo próprio Jesus: “Eis que estarei convosco todos os dias da vida de vocês até o fim do mundo” (Mt 28,20); “os sinais que acompanharam aqueles que acreditam são este [...]”. (Mc 16,19). Sei que Deus escolhe, unge, envia mas continua protegendo e auxiliando os missionários. A minha pequena história pastoral, após a ordenação presbiteral, retrata muito bem a minha confiança em Deus que escolhe prepara e acompanha.



           A colheita precisa ser feita



A Ordenação Diaconal do Valdomiro realizou-se no dia 18 de Março de 2006, ocasião em que ficou sabendo nesse mesmo dia, que iria para a Paróquia Bom Jesus, na cidadezinha de Reserva do Cabaçal (MT), com a missão de verificar se a paróquia tinha ou não condições de manter um padre residindo apenas lá.



Foi apresentado na Paróquia Bom Jesus no dia 26 de Março do mesmo ano, numa Celebração Eucarística presidida pelo Pe. Antonio Rogério Gonsalves para exercer os serviços diaconais.



Ficou nessa cidade exercendo a função diaconal dos meses de Abril de 2006 a Outubro do mesmo ano. Depois foi Ordenado Presbítero no dia 21 de Outubro de 2006, quando  continuou apenas acompanhando a Paróquia por mais cinco meses.



Depois de um ano e sete dias, Dom José Viera de Lima, bispo diocesano, achou por bem nomeá-lo pároco da Paróquia Bom Jesus de Reserva do Cabaçal no dia 02 de Abril de 2007.



Vida nova, novos projetos



Após a posse começou a colocar em prática um projeto paroquial que já tinha em mente com a duração de cinco anos. Trabalhou nesse projeto por três anos colhendo muitos frutos positivos. 



Com o resultado positivo do trabalho, não demorou para virem as propostas da diocese para ser transferido para uma paróquia maior como Santíssima Trindade, em Cáceres, e São Roque, no Rio Branco. Até que chegou o momento de sair e assumir o Seminário Maior São José, em Várzea Grande, na formação dos futuros padres da Diocese de Cáceres. Ao todo, ficou três anos e dez meses residindo na Paróquia Bom Jesus, na cidade de Reserva do Cabaçal.



 Assumiu o Seminário Maior São José no dia 19 de Março de 2010, dia de São José, seu patrono desde criança. Está indo para o quarto ano à frente do seminário. E confessa que agora que está começando a se sentir preparado para esse trabalho e já está percebendo o aparecimento dos frutos plantados, cuidados e regados com muito carinho. Mas está à disposição do Bispo para qualquer mandato: “Onde mandar eu irei”, pois, “Deus não escolhe os capacitados, Ele capacita os escolhidos” – Ele confia muito no chamado que Deus constantemente lhe faz.