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Paróquias Diocese São Luis

Paróquia Nossa Senhora do Pilar – Jauru


CNPJ: 03.192.499/0008-40

Data da Fundação: 1976-10-12

Endereço: Av. Pe. Nazareno, 294 - Cx. Postal 25 - Jauru-MT - 78.255-000

Telefone: (65) 3244-1242

Email: jauru@diocesedecaceres.com.br




A cidade de Jauru nasceu de um grande empreendimento colonizador idealizado pela Companhia Comercial de Terras Sul do Brasil. Em 1958, foi rezada a primeira missa, nas dependências desta empresa, por Frei Elias Mass, da cidade de Cáceres.
No ano de 1964, chegou, na pequena capela recém construída, a imagem de Nossa Senhora do Pilar, vinda de Saragoça – Espanha. Um dos fundadores da cidade, o espanhol Montolar, morador da cidade de Marília, mas nascido em Saragoça-Espanha, foi buscar a imagem da Pilar na sua cidade natal, onde ela é especialmente venerada. A entronização da imagem da Virgem foi presidida pelo então Administrador Apostólico da Diocese de Cáceres, Dom Máximo Biènnés. Durante alguns anos a pequena comunidade foi atendida esporadicamente por padres vindos de Cáceres, e somente em 1968 chegou o Pe. José Riva para atender a região, incluindo Jaurú e Pontes e Lacerda. Em 1970, Pe. Nazareno Lanciotti, vindo da Itália, instalou-se em Jauru, com um grupo de jovens, com a missão de preparar um pequeno centro de atendimento à saúde. Por três anos auxiliou o Pe. José Riva nos trabalhos pastorais e, em 1973 assume oficialmente as responsabilidades da comunidade. Preparou logo um Centro de catequese para facilitar o ensino da religião às crianças. Em 1974, iniciou a construção de uma igreja paroquial, sendo apoiado pelo povo e pelo trabalho dos membros da “Operação Mato Grosso”. Um jornal da região assim se expressou na ocasião:
“O Bispo D. Máximo Biennés, da Diocese de Cáceres, presidiu a solenidade de inauguração e consagração da Igreja de N. Senhora do Pilar, localizada na sede do patrimônio da gleba Jauru. As cerimônias começaram às 16 horas do dia 11 de outubro de 1975. Foram celebradas por nove padres e se prolongaram por mais de três horas. O templo estava ricamente paramentado, dando um colorido todo especial às solenidades. É uma igreja moderníssima, sofisticada, verdadeira obra de arte, com focos de luz diretos, altar de concreto e madeira. Os fiéis, naquele sábado, lotavam as amplas dependências da mais nova igreja do município de Cáceres, edificada graças à boa vontade e sacrifício de um povo, aquele que lá, no Jauru, a mais de duas centenas de quilômetros de distância de sua sede, deram prova de que também são capazes de realizar obras que honram a gente cacerense”.
Em 12 de outubro de 1976, foi criada a paróquia de N. Srª. do Pilar no Jauru, cujo primeiro pároco foi Pe. Nazareno Lanciotti. A evangelização do Povo de Deus desta região contou também com o auxílio de religiosas como: as Irmãs Beneditinas da Divina Providência assim com das Irmãs de Jesus Adolescente, sempre atuantes nos setores da educação, catequese e cuidado aos doentes.
O hospital
A partir de um pequeno hospital iniciado em 1971, foi elaborado um amplo projeto hospitalar que melhor respondesse às necessidades da região, afetada por malárias, acidentes de trabalho e principalmente por seus mais de 200 kms de distância de Cáceres. Foi solicitada ajuda à Miserior, organização alemã de prevenção contra a fome e a doença. Liberada a verba a obra foi rapidamente construída, tornando-se assim referência e apoio para toda a região. Em 86/87, ultima-se a ala destinada aos consultórios médicos, completando assim o projeto inicial.
O Seminário Menor de Jauru
A diocese de São Luiz de Cáceres sempre desenvolveu um bom trabalho vocacional e, em 1981, com a construção de um Centro de treinamento para as lideranças locais, iniciou-se também o seminário Menor da Diocese em Jaurú. Os padres Armando Cavallo e Nazareno Lanciotti assumiram as responsabilidades de acompanhamento destes jovem que, em 1987, já contava com 20 vocacionados, dentre os quais, muitos se tornaram padres e estão a serviço do Povo de Deus.
Pe. Nazareno: uma vida doada à missão:
Fato marcante na vida desta paróquia é a história de seu maior evangelizador, Pe. Nazareno Lanciotti. Era um padre missionário da Diocese de Subiaco, perto de Roma (Itália). Nascido em 1940, chegou em Jaurú em janeiro de 1972 com um grupo de jovens da “operação Mato Grosso”. Aí chegando teve que adaptar-se a um lugar que era praticamente o oposto de sua terra natal, a começar pela língua portuguesa, os costumes e a falta de conforto. Dono de uma cultura acima da média, dirigia cada trabalho com muito interesse, sendo enérgico e exigente e, ao mesmo tempo, bondoso e carinhoso. Como bom pastor soube atender e responder às necessidades religiosas de seu tempo mas sem descuidar das necessidades sociais de seu povo. A missa e a confissão foram os dois pólos principais de sua missão; a confissão feita a ele era sempre ponto de partida para uma nova vida espiritual. O seu apostolado foi sobretudo dedicado aos jovens e suas energias gastas com o trabalho missionário. Em ocasiões de conflitos sociais e disputas agrárias acompanhava e oferecia o apoio e os abrigos da paróquia para os necessitados.
Dentre suas tantas obras socio-religiosas contam a construção do Seminário Menor da Diocese de São Luiz de Cáceres em Jaurú, o Abrigo de Idosos Imaculado Coração de Maria e construiu a CNEC – Campanha Nacional de Escolas Comunitárias. Para as comunidades, construiu igrejas e nomeou ministros pensando na Eucaristia diária para todos. Merece destaque especial seu empenho e nomeação como responsável nacional do MCM – Movimento Sacerdotal Mariano – para o qual dedicou os últimos anos de sua vida através de cenáculos de jovens e famílias.
Na noite do dia 11 de fevereiro de 2001 foi gravemente ferido por um tiro assassino vindo a falecer 10 dias depois. Foram 30 anos de vida dedicada ao Povo de Deus em Terras do Mato Grosso. Seu corpo repousa na igreja Matriz que construiu, ao lado do sacrário e do trono de Nossa Senhora do Pilar em Jaurú. Sendo já considerado “servo de Deus”, o processo de sua canonização tramita atualmente no Vaticano.
A vida e o martírio do Pe. Nazareno nos ensinam a olhar para o futuro, cheios de confiança e generosidade, dispostos a enfrentar tudo por amor a Cristo e a Igreja, conscientes de que a paz e a justiça hão de sempre vencer.