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Paróquias Diocese São Luis

Paróquia Santíssima Trindade Vila Bela


CNPJ: 03.192.499/0002/55

Data da Fundação: 1734-01-01

Endereço: Rua Municipal, 833 - Cx. Postal 17 - 78245-000 Vila Bela da Santíssima Trindade - MT

Telefone: (65) 3259-1381

Email: vilabela@diocesedecareces.com.br



Fundada há duzentos e cinqüenta e sete anos, a cidade de Vila Bela, primeira Capital da Capitania do Mato Grosso, construída sob planejamento por D. Antonio Rolim de Moura, guarda ainda os traços indeléveis dos tempos glamorosos em que abrigou a elite da nobreza lusitana que realizou o monumental trabalho de conquista e ocupação efetiva das longínquas regiões do Oeste que se tornariam as raias das fronteiras lusitanas e espanholas.
Vila Bela é uma cidade cheia de puro encantamento. Terra habitada há séculos por uma maioria negra, gente que se orgulha da sua raça, gente educada, culta, simpática e hospitaleira como só podia ser os legítimos guaporeanos. Entre os habitantes de Vila Bela podemos encontrar os mais variados tipos da mais pura cepa africana, tanto bantos quanto iorubas, tanto gigantescos balantos como miúdo malês, sem faltar os cabindas, mandingas, angolas, gingas, fanti-achantis, senegaleses, congoleses, enfim, todas as etnias africanas podem ser identificadas entre os vilabelenses, bastando apenas que o observador detenha os conhecimentos necessários para fazer tal identificação.
Hoje com uma população estimada em 14.190 habitantes, Vila Bela é uma cidade turística das mais interessantes do Brasil. Lá podemos encontrar, além dos vestígios históricos do século XVIII, às margens do Guaporé, os sítios históricos, como as ruínas da Igreja Matriz, o contraste da arquitetura sobreposta do século XXI com as ruínas do século XVIII.
A história religiosa da Paróquia remonta à própria história da cidade, pois em suas raízes estão as ações de missionários vindos de outras regiões do país, particularmente de Cuiabá, para onde se transferiria a futura capital do Estado do Mato Grosso em 1820. No início, devido à sua distância dos grandes centros e uma população ainda bem reduzida, o atendimento religioso era esporádico e circunstancial. Os missionários vinham normalmente de Cuiabá - que até então estava sob a jurisdição do Rio de Janeiro - e quase sempre em consonância com os sistemas políticos da época, envolvendo conquistas do ouro, disputas políticas e levantes.
A Matriz da Santíssima Trindade
A Matriz, invocada sob a proteção da Santíssima Trindade, teve sua fundação em 1753, porem, seus alicerces só foram lançados em 1775. A história de sua arquitetura é complexa e a obra nunca foi de fato terminada. Os alicerces e as paredes ainda em pé são como o sinal de uma grande igreja, seguindo os moldes dos tempos coloniais. Após o translado da capital para Cuiabá, os monumentos da cidade foram praticamente abandonados. A igreja Matriz ainda resistiu por quase um século e depois, pouco a pouco foi tornando-se uma impressionante ruína que encontramos ainda hoje no centro da cidade moderna.
Marcelo Profeta da Cruz, líder religioso e político em Vila Bela por longos anos, assim escreve: “em 1928, deu-se o desmoronamento da igreja matriz com muita tristeza do povo e muitas lágrimas. Naquela época, foram conduzidas, por Dom Galibert e outros padres, as imagens para a Casa N. Sra. da Conceição”. Segundo relatos antigos, a igreja matriz era rica e bem provida para o serviço religioso.
Até o final do século XIX houve uma presença sacerdotal que manteve o cuidado para com os objetos sagrados das igrejas. Das numerosas imagens de santos que ornamentavam os altares, três bem conservadas ornam a atual igreja matriz de Vila Bela: a magnífica composição representando a Santíssima Trindade: as figuras sentadas do Pai e do Filho e a representação simbólica do Espírito Santo; a imagem de Nossa Senhora e a de São Benedito. Outras imagens se perderam no decorrer do tempo.
Há alguns sinos antigos e históricos em Vila Bela; estão armados na praça ao lado da igreja matriz atual com dizeres em latim retratando a espiritualidade própria da época.
A tradição de festas de Vila Bela
Com sua população historicamente mesclada de índios, africanos e colonizadores, Vila Bela celebra ainda suas festas tradicionais. Estas festas cujas características remontam aos tempos coloniais, ofereceram uma mistura curiosa de crenças e ritos estabelecidos pelos antigos missionários e dos costumes indígenas e africanos: representações de mistérios, simulações de combates, mascaradas; tudo mesclado de cantos e danças.
A presença da Igreja sempre foi muito marcante na história do povo de Vila Bela. Mesmo nos tempos mais antigos os sacerdotes sempre marcaram presença na cidade. Na sua história mais recente, isto é, a partir de 1910, registra grandes personagens religiosos como os freis franciscanos: Dom Luiz Maria Galibert, frei Francisco Maria Herail, Dom Francisco Xavier Rey e Pe José Riva.
A construção da nova igreja matriz teve o incentivo direto do Pe. Luiz Maria Tanguy que, a partir de 1977, como pároco de Pontes e Lacerda, atendia a paróquia de Vila Bela. O mesmo Pe. Luiz Tanguy construiu uma casa que receberia as Irmãs Catequistas Franciscanas em 1982. Após dez anos de atendimento à região, Pe. Luiz foi substituído pelo Pe. Arduíno de Lázzari que em 1985 assumiu as duas paróquias: Pontes e Lacerda e Vila Bela. Este, por sua vez, será substituído em 1989 pelo Pe. Carlos Liberato, que continuará atendendo as duas paróquia.
Quando Vila Bela voltou a ter seu pároco residente, tomou posse o Pe. Geraldo José dos Santos, sendo sucedido então pelo atual pároco: Pe. Hilário Mendes. A paróquia, em sua configuração atual, abrange todo o vale do Guaporé e fronteira com a Bolívia, em suas mais de 40 comunidades.
Nos trabalhos de pastorais e movimentos temos a Pastoral do Dízimo, Pastoral da Criança, Pastoral da Juventude, Pastoral da Liturgia, Ministros, CEBs e Catequese.