• 1.png
  • 3.png
  • 4.png
  • 5.png
  • 6.png
  • 7.png
  • 8.png
  • pe2.png



Paróquias Diocese São Luis

Paróquia Nossa Senhora do Rosário - Poconé


CNPJ: 03.192.499/0004-17

Data da Fundação: 1817-08-09

Endereço: Praça Matriz, 45 - Poconé/MT - 78,175-000

Telefone: (65) 3345-1428

Email: pocone@diocesedecaceres.com.br




Nos idos anos de 1777, Poconé era habitada por uma nação indígena, os “beri-poconé”, pertencentes à família dos bororos; nome este que, para os habitantes da terra, significava “água profunda do sol”.
À procura de ouro e pedras preciosas, aventureiros chegaram a Cuiabá, e em seguida, invadiram o arraial dos beri-poconé, com notável sucesso na descoberta de grandes jazidas auríferas. Pelas documentações arquivadas, podemos afirmar que a Caminhada na Fé e religiosidade do povo poconeano firmou-se pelo profundo respeito e adesão às ordens emanadas da hierarquia eclesial, como também conservando-a dentro de piedosas crenças e tradições, das quais, algumas perduram até hoje: procissões na festividade de São Benedito e Espírito Santo.
Após esta primeira investida, muitos daqueles aventureiros retornaram ao local de origem, enquanto outros aqui se instalaram, criaram famílias, dando origem ao “caboclo” (índios e europeus), ou ainda embrenharam-se mais para o interior, vindo a descobrir o famoso Pantanal, e ali desenvolveram a criação do gado. Originou-se assim, o “homem pantaneiro, ou fazendeiro”.
Tendo conhecimento da pequena povoação, começaram chegar os missionários para fazer batizados e casamentos (conforme as Atas encontradas): “com licença do Reverendo Doutor Vigário da Vara da Villa de Cuyabá”, ano de 1790.
Relatórios e atas atestam que apenas em 1827, falou-se em Matriz e Vigário na pessoa do Pe. João Heitor. A povoação já passara a chamar “Arraial de Sam Pedro de El Rey”, em homenagem a D. Pedro III.
Na pacata cidade, tudo era calmo, reuniam-se para as festas, e a vida fluia segundo a herança cultural indígena. Contudo, em 1933, houve um Movimento que se destacou como Revolta do Tanque Novo. Uma visionária, Doninha, atraía para o seu sítio, “Tanque Novo”, pessoas não só do local como de outras cidades, afirmando ter comunicação com a Sagrada Família. Parte do povo para lá se dirigia, levando mantimentos a pedido da “Santa”. Outros ingeriam medicamentos insanos. A cidade dividiu-se. Em parte, entrou a política. Foi solicitado um “destacamento policial” da Capital. A “Santa” foi presa. Aos poucos, tudo se apaziguou, porem alguns resquícios ainda permanecem no imaginário coletivo.
Pela Bula “Universae Orbis Ecclesias”, datada de 1892, do Papa Pio X, foi criada a Arquidiocese de Cuiabá, que pertencia, então, à Prelazia do Rio de Janeiro, e foi erigida a Diocese de São Luiz de Cáceres, passando a Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Poconé, à Diocese de São Luiz de Cáceres. Apesar da imprecisão das datas, segundo o livro “Uma Igreja na Fronteira” de Dom Maximo Biènnés, a paróquia foi criada em 1817.
O primeiro padre, que se estabilizou na Paróquia, foi o capelão Domingos da Roda Abreu, em 1790, seguido por tantos outros até 1905, quando a paróquia foi assumida padres da Terceira Ordem Regular de São Francisco de Assis (TOR).
Em 1958, sobressaiu a ordenação sacerdotal e 1ª missa de dois poconeanos, frei José Afonso e frei José de Lima.
Entre os anos de 1973 e 2000, ainda que, com a presença de um único Sacerdote, a evangelização caminhou a passos largos. Assim foram criadas as 43 CEBs existentes na Paróquia. Formaram-se as diversas Pastorais, entre ela, a da Criança, Saúde, Família, além do grande trabalho evangelizador do Cursilho da Cristandade. Em 1984 demoliu-se a igreja antiga, e dois anos após, foi inaugurado o novo templo pra acolher o povo de Deus.
Com o falecimento acidental do Frei Joaquim Tebar Fernandez, em 2009, após quase 40 anos de missão nestas terras, assumiu os trabalhos o atual pároco Frei Cristiano Piva Oshiro.

 

Clique aqui e acesse site da Paróquia Nossa Senhora do Rosário