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Pastoral Catequética


Plano Diocesano de Pastoral 2016/2020

 

I. Breve histórico da catequese

 

  Estudar a história significa olhar para trás e compreender muitos dos acontecimentos de hoje. Por isso de maneira bem sucinta, esboçamos aqui alguns aspectos da história da catequese:

 

  Século I ao V - Tempo dos Apóstolos: a catequese era a vivência fraterna na comunidade e a celebração da Eucaristia (1 Cor 11, 17-29). Aos poucos sentiu-se a necessidade de formular os Símbolos de Fé (Ex.: Credo), aclamações litúrgicas (Ef 1,3-14) e outras orações. Com isso, surge uma catequese mais prolongada e organizada, com o objetivo de levar os convertidos à iniciação na vida cristã. Criou-se então o Catecumenato nos seus vários graus. Muitas das obras sobre catequese dos Padres da Igreja surgiram nessa época, quando a catequese e a comunidade caminhavam juntas, pois a vida em comunidade fazia parte do conteúdo da catequese.

 

   Século V ao XVI - Período da Cristandade: Nessa época a catequese já não consistia numa iniciação à comunidade de fé como na fase anterior, pois a sociedade inteira, em todos os aspectos, era animada pela religião cristã. Isso era tão forte que chegou ao ponto de se estabelecer uma aliança entre o poder civil e eclesiástico. Nessa época a catequese se realizava pela participação na vida social, profissional e artística.

 

   Século XVI ao XX: Nessa fase houve uma preocupação maior com a aprendizagem individual, esquecendo-se da comunidade como meio de catequese. O que provocou essa mudança? a) Preocupação com a clareza e exatidão das formulações doutrinais, por causa das divisões ocorridas; b) Descoberta da imprensa e difusão das escolas dando início aos catecismos escritos; c) Influência do Iluminismo, que acreditava que se a inteligência humana estivesse devidamente instruída seria capaz de encontrar sozinha a solução para todos os problemas humanos.

 

   Século XX: Deu-se a redescoberta da catequese como processo permanente de educação da fé, redescobrindo-se que a comunidade é o lugar ideal para a iniciação cristã. O que provocou essa descoberta foi: a) Movimentos bíblicos, patrísticos, litúrgicos e querigmáticos, que contribuíram para revalorização da Bíblia, da liturgia e do anúncio de Jesus Cristo; b) As descobertas da psicologia, pedagogia e outras ciências humanas que contribuem na educação da fé; c) Mais recentemente a renovação inspirada no Concílio Vaticano II (1962-1965), depois os Sínodos sobre Evangelização (1974) e Sobre a Catequese (1977). Os frutos desses Sínodos são as exortações apostólicas Evangelii Nuntiandi - Paulo VI (Sobre a Evangelização no Mundo de Hoje - 1971) e Catechesi Tradendae - João Paulo II (Catequese Hoje - 1974); d) As transformações do mundo com o progresso, urbanização, explosão demográfica, secularização.

 

II. A catequese hoje

 

   Considerado o Grande Pentecostes da Igreja no século XX, o Concílio Vaticano II (1962-1965), deu um grande impulso à catequese. Desde 1974, com a publicação do RICA (Ritual de Iniciação Cristã de Adultos), a Igreja insiste numa catequese de estilo catecumenal, isto é, uma catequese entendida como processo de evangelização, de interação entre fé e vida, de engajamento na comunidade para aqueles que já receberam o batismo. Para isso propõe uma iniciação com passos bem definidos:

 

   1.   Tempo do Kerigma: tempo de entender as situações humanas, familiares e sociais para o acolhimento, reconhecimento, discernimento e acompanhamento. Abrir o coração e a mente para acolher a mensagem. Tempo de se aproximar, tempo do primeiro anúncio, a adesão e a conversão. Enfim, convites, ir em busca.

 

   2.   Tempo da catequese: Núcleo central – Jesus Cristo. Fazer a experiência da proposta cristã. Perceber sua realidade humana e espiritual à luz do mistério pascal, acolher a mensagem de Jesus, o ensino da Igreja, e, aos poucos, ir purificando a vida, com vida nova, novo projeto de vida, viver a alegria do evangelho, alegria de ser cristão, vida de oração, leitura da Palavra de Deus, Profissão de Fé, aprofundamento, ensino, bíblia, ensinamento da Igreja, para formar cristãos firmes, atuantes e conscientes neste tempo em que vivemos, para que o catequizando siga o caminho de Jesus, a vida de Igreja, formando cristãos convictos de sua opção religiosa, formar um novo projeto de cristãos inseridos na comunidade.

 

   3.   Tempo das celebrações: iniciar na participação da missa, da celebração da Palavra, dos sacramentos, a reconciliação, dos ritos indicados nos roteiros, inteirar-se da vida celebrativa da comunidade, entender as celebrações, iniciar nos ritos, tempo e gestos litúrgicos.

 

   4.   Tempo da mistagogia: iniciar a caminhada com Cristo, com a Igreja, com a comunidade, paróquia e a diocese; ser criança, adolescente ou jovem novo, sob os cuidados da comunidade. Ajudar a participar da comunidade, ter um grupo de apoio, de incentivo, tarefa a executar, pastoral ou movimento para participar.

 

   5.  Meta: educar para o agir cristão na comunidade e na sociedade; crescer na fé adulta enraizada no batismo, sem medo.

  Iniciação cristã é um processo a se percorrer, com metas, exercícios e ritos próprios da iniciação à vida cristã. A catequese não é supérflua introdução na fé, verniz ou cursinho de admissão à Igreja. É processo exigente, itinerário e compreensão vital, de acolhimento dos mistérios da fé, da vida nova revelada em Cristo Jesus e celebrada na liturgia.

 

III. A formação dos catequistas

 

   O catequista é profeta porque, graças ao batismo e à confirmação, participa de missão sacerdotal, profética e real de Cristo, chamado a anunciar a Palavra de Deus. Ser catequista é vocação, é servidor da palavra, é educador na fé e é mensageiro de Jesus Cristo, o Salvador. A catequese deve contar com catequistas bem formados para exercerem essa missão em nome da Igreja àqueles que desejam achegar-se a Jesus Cristo.

 

   Esta formação deve levar o catequista a saber animar a caminhada catequética na qual, através das diversas etapas, anuncie Jesus Cristo, promova o conhecimento de sua vida, explique o mistério do Filho de Deus feito homem, ajude o catequizando a identificar-se com Jesus Cristo mediante os sacramentos da iniciação.

 

   Para essa tarefa devem ser formados catequistas dotados de uma profunda fé, de uma clara identidade cristã e eclesial e de uma profunda sensibilidade social; catequistas que sejam, ao mesmo tempo, mestres, educadores e testemunhas. O catequista deve receber uma formação:

 

   a)  Formação Pessoal e Comunitária: Esta dimensão deve ajudar o catequista a amadurecer como pessoa, como fiei e como apóstolo, desenvolvendo a formação humana que inclui o equilíbrio emocional, a educação da afetividade, a valorização de si mesmo e dos outros.

 

   b)  Formação da Espiritualidade: A missão do catequista exige vida sacramental e espiritual, oração, sentido profundo da excelência da mensagem cristã, atitude de caridade, humildade e prudência.

 

   c)    Formação Bíblico-Teológica: A Sagrada Escritura é o sujeito principal do ensinamento, a alma da catequese e da teologia. A formação teológico-doutrinal fornece ao catequista conhecimentos indispensáveis para uma fé adulta e amadurecida, tornando-o capaz de transmitir as verdades doutrinais de modo acessível, centradas nos temas fundamentais da mensagem cristã, tendo no centro o mistério de Cristo.

 

   d) Formação Litúrgica: A liturgia, como celebração da fé, é a fonte, centro e ápice da educação da fé e da formação dos catequistas. A catequese conduz à liturgia, pois explica o seu significado e, ao mesmo tempo, a liturgia torna-se catequese, pois fortalece a fé. A liturgia não sobrevive e não se renova sem a catequese. Por sua vez, a catequese se renova e subsiste, tendo como fonte e convergência a liturgia.

 

   e)  Formação Ético-Moral: A maturidade da fé comporta maturação moral: superar a atitude de mero cumprimento de leis e normas, para atingir a maturidade de quem age por adesão interior de valores, com a espontaneidade do amor. A catequese deve ministrar boa formação para a vida moral assumida como seguimento de Jesus Cristo, acentuando-se a vivência das bem-aventuranças.

 

   f) Formação Psicossocial: É necessário que o catequista conheça os elementos fundamentais da psicologia para compreender as motivações humanas, a estrutura da personalidade, as etapas do ciclo vital humano, sabendo fazer uma análise das condições sociais, culturais e econômicas nas quais se insere o catequizando. A tomada de consciência da situação existencial, psicológica, cultural e social do homem se obtém com os olhos voltados para a fé na qual se deve educá-lo.

 

   g)    Formação Metodológica: Fazer amadurecer no catequista a capacidade educativa: a habilidade de ter atenção para com as pessoas, para interpretar e responder às perguntas, a iniciativa para ativar processos de aprendizagem, para planejar a ação catequética e para conduzir um grupo humano à maturidade.

 

IV. A catequese em nossa diocese

 

    Objetivo - Desenvolver um processo permanente de iniciação à fé e à vida comunitária, com crianças, adolescentes, jovens e adultos em suas experiências de vida, no contexto sócio-cultural, para, à luz da Palavra de Deus, proporcionar o encontro com Jesus Cristo vivo e com os irmãos, integrando fé e vida a serviço da transformação em vista de uma sociedade justa e fraterna.

 

Desafios

1.  Evangelização abrangendo a vida pessoal, na família e na sociedade;

2.  Preparação para os Sacramentos;

3.  Catequese como proposta de Iniciação à Vida Cristã;

4.  Formação para a cidadania: homens e mulheres com senso crítico;

5.  Formação com catequistas.

 

Enfoque

Acolhida, Discipulado e Espiritualidade unindo Fé e Vida.

 

Linhas de ação

 

1. Participação do(a) Coordenador(a) no Conselho Diocesano de Pastoral;

 

2. Evidenciar cada vez mais a dimensão entre Catequese e Liturgia;

 

3.  Promover encontros, assembleias, cursos, palestras, retiros e congressos em nível Diocesano, setorial e paroquial;

 

4. Promover uma catequese de estilo catecumenal (observar o RICA);

 

5.  Nenhum grupo de catequese deve ultrapassar o número de 20 participantes para melhor aproveitamento do conteúdo

 

6.     Favorecer o intercâmbio, troca de experiências e materiais entre os catequistas da Diocese e do Regional Oeste 2;

 

7.  Dinamizar a celebração do dia do catequista, fornecendo subsídios para a reflexão e celebração;

 

8.   Criar e/ou dinamizar equipes de coordenação de catequese com adultos e infanto-juvenil em todas as paróquias;

 

9.    A equipe diocesana de catequese assessore os setores e paróquias na estruturação da catequese e na capacitação de seus agentes, quando for necessário;

 

10. Estimular a infância missionária;

 

11.   Zelar pela formação dos pais e integrar a família e/ou responsáveis dos catequizandos na comunidade e no processo da catequese, através de visitas, encontros, palestras, catequese nas casas e outros meios;

 

12.   Proporcionar aos crismandos oportunidades para conhecer o trabalho de cada pastoral e movimento, proporcionando aos jovens crismados engajamento nas atividades concretas da comunidade;

 

13.     Formar assessores (casais e/ou lideranças) para dar continuidade à caminhada de formação e engajamento dos jovens;

 

14.   Aumentar o número de catequistas através de convite pessoal; diálogo, visitas de integração dos crismados na catequese;

 

15.   Ir ao encontro dos adultos, jovens, adolescentes e crianças desligados da comunidade e convidá-los para iniciar um processo de educação da fé;

 

16. Cultivar a dimensão vocacional na catequese.

 

Tempo de duração

 

Para a catequese de jovens e adultos existem diferentes possibilidades que serão estudadas de acordo com a realidade do cada grupo. A catequese sistemática, para grupo infanto-juvenil, dura, geralmente, cinco anos e está assim distribuída:

1. Pré até 8 anos;

2. 1o ano entre 8 e 9 anos;

3. Pré-eucaristia entre 10 e 11 anos;

4. Primeira eucaristia entre 12 e 13 anos;

5. Pré-crisma entre 14 e 15 anos;

6. Crisma – adolescentes e jovens de 15 anos acima.

 

 

Dilva Joselina de Almeida Silva (Pe. José Maria Basílio)

Rua Beri Poconé, s/n - Poconé MT - CEP: 78175-000

Tel: (65)3345-1218 / (65)99942-5673

e-mail: catequese@diocesedecaceres.com.br / dilvajoselina@gmail.com

 

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